Mostrar mensagens com a etiqueta Espanha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espanha. Mostrar todas as mensagens

06 julho 2018

O testemunho da Cristina


E de repente chegou Julho. Este é o ultimo mês do meu voluntariado. Estou a fazer mêmoria e lembrando parece me incrível que tenhan passado  nove meses desde que cheguei a Lisboa em Novembro do ano passado. 

Tantas coisas aconteceram, tantos momentos vividos, tanta novas pessoas e tantas experiências de aprendizagem positivo que nao posso valorizá lo de outra maneira que como um período muito satisfatório da minha vida em que estou a aprender muito de outras pessoas e elas estão a aprender de mim.


Cheguei a Lisboa un bocado perdida, sem conhecer a língua, e agora parece me mentira que estou a escrever isto sem quase usar um diccionario, estou orgulhosa de mim por ter relações con outras pessoas de fala portuguêsa tanto no meu trabalho como fora dele.
De Lisboa como cidade posso dizer muitas coisas boas, tem umas paisagems fantásticas para passear e admirar as panorâmicas, á gastronomia é muito variada e geralmente deliciosa, é uma cidade multicultural e por isso há sempre ofertas para todos os públicos. Também tem muito ambente noturno e diurno, especialmente agora no verão, grandes festas como Santo Antônio que duram um mês inteiro, e días muito importantes como o 25 de Abril. É claro que também há coisas menos boas mas agora que estou a fazer balanço, não vale a pena mencioná las.


Em segundo lugar, de o meu trabalho, á associação onde vivo os días todos durante sete horas, também fico com as coisas boas, as atividades que corrieron bem, os risos com os colegas e os utentes, o “bom dia”, “até amanhã” , “bom fin de semana” e “ bom feriado” tão precisos, o apredizgem de muitas competências e responsabilidades e também com os momentos maus o menos bons, como as agonias diante de uma atividade que nao sai bem, a morte de utentes, os momentos de decisão e tantas outras coisas que fazem aprender e avançar na vida.
Por enquanto eu fico nesta cidade maravilhosa ¿até quando? Só o tempo dirá, eu só sei que quero continuar a sumar grandes momentos e aprender coisas novas todos os días.



15 maio 2018

O testemunho da Renata


Fear, expectation, happiness and many more emotions are what invaded my body when I received the email confirming that my life was going to change a lot. Before continuing, I will introduce myself. My name is Renata, I'm 22 years old and I live in Elche, a beautiful city in Spain.

2 months ago I arrived in Lisbon to do my EVS in Crescer a Cores. There, I am in the care of 8 small babies between 4 months to 1 year. To the ones that now I call "my babies." Lisbon has made me meet incredible people from the first moment, people that probably never would have known had it not been for an experience like this. Starting from the first day for the first person I met on arrival who went to pick me up at the airport and accompany me to my new home. Then he left me in my room and introduced me to my roommate. At that time I did not know that she would become a great support for me.

At the Spin’s welcome dinner I met the other volunteers who would start this adventure with me on the same project and also the people who work and make it possible for us to be here. And in this time, I've realized that all the people who are related in any way to the Spin association are wonderful. In EVS you also have a mentor, and in addition to having your own, the interaction with other mentors is great.

In my first weeks I met people of more nationalities than in my entire life. And I started to know my new city, but to know it thoroughly, "intense tourism" I call it, visiting hospitals and seeing another face of Lisbon. But taking all the situations with humour I tell everyone that if I am going to live a year here I have to know everything EVERYTHING. It was time to really get to know Lisbon and get into its streets, its people, its cultures, and I have personally entered into its food, what a wonder! And I tell you a secret ... in Lisbon the kilos you gain are not so many because there are so many stairs and hills so you lose everything ;)

Since I arrived on March 1, it was raining non-stop for a month, but now the sun that characterizes this city is appearing and I had to go to the On arrival Training at Viseu and learn a little more about Portugal. Hilarious activities, wonderful people of different nationalities volunteering in different places of Portugal and a beautiful city like Viseu have left a great memory forever and gave meaning to the word "saudade".




I thank my friend "El Sevi" for sharing the application for this project with me one day.
I am improving my English, learning Portuguese, discovering Lisbon every day, meeting incredible people but above all knowing myself.







18 abril 2018

O testemunho do José


“Quem não viu Lisboa, não viu coisa boa”, diz um postal que está na parede da cozinha da minha casa. Certamente, o provérbio faz justiça a uma cidade pela qual ficarei ligado para sempre. 

A minha aventura na margem do rio Tejo está na reta final. Ainda que parece que escrevi ontem o meu primeiro testemunho. Talvez, ainda possa cair nas minhas mãos un livro usado pelos anos, mágico, doado por um vizinho idoso de Carnide, com um feitiço para parar os ponteiros dos relógios, e assim prolongar um pouco mais o meu voluntariado... Mas, mesmo que tenha saído de Espanha de comboio, não estou a fazer um estágio em Hogwarts... 

Na minha organização de acolhida, a Boutique da Cultura, há gente extraordinária. Cada pessoa contribui com a sua criatividade e disponibilidade para dinamizar o seu bairro.

Desde o mês de Janeiro, o ritmo de trabalho foi muito intenso para que o projeto da Livraria Solidária de Carnide fosse uma realidade duradoura e ao serviço da comunidade. Definitivamente, um novo polo de cultura e de integração comunitária.

Nós, os voluntários europeus sentimo-nos parte de uma grande equipa, com responsabilidades e com apoio para propor e desenvolver projetos próprios. É um ambiente idôneo para crescermos como pessoas, aprender, criar, assim como refletir sobre o que queremos fazer no futuro.

Entre sacos e sacos de livros, há tempo para desfrutar da cidade, assim como para conhecer gente de tudo o mundo. Mas o mais importante são as pessoas com quem convivo dia-a-dia e acompanham-me. Raparigas e rapazes que estou a estimar muito... Voluntários como a Natália, o Jacopo, a Nadia, o Sebastian... Além de outras boas pessoas que não cito pois seria uma longa lista. 


Por último, receber amigos da minha cidade, Elche, foi uma alegria. No mês de Fevereiro, gostei de mostrar Lisboa ao meu melhor amigo, quem ficou maravilhado com a cidade. E desde Março, tenho como vizinha a Renata, que chegou como voluntária.

José Carlos.

13 abril 2018

O testemunho da Cristina

Oi! O meu nome é Cristina e enquanto escrevo este testemunho estou a pensar que levo já 6 meses em Lisboa a fazer voluntário, e isso me assusta porque a vida passa muito rapidamente neste tipo de projecto, só tenho mais 3 meses e não quero que acabe.
Neste tempo eu aprendi muito sobre mim e sobre o projeto que estou a fazer, eu conheci pessoas ótimas e algumas um pouco menos, mas quando eu faça um balanço, tenho claro que as coisas boas vão pesar mais.

Quando eu estava a pensar em fazer um projeto de SVE, não tinha certeza do que tudo isso seria, e sempre há dúvidas e medos sobre se estarás sozinho, se encaixaras com pessoas de outros países, se tu te adaptar à cultura do país onde o voluntariado acontecerá.,se o seu trabalho na associação vai gostar e mais um milhão etc ... mas quando eu chegar aqui, nada a ver com tudo o que eu tinha pensado, é realmente muito bem organizado, você tem uma associação de coordenação que ajuda te e apóia  durante todo o voluntário, você tem um mentor que ajuda te a se integrar na cultura local e você tem um trabalho no qual as pessoas se importam consigo, ajuda você nas dificuldades e faz você crescer como pessoa. Pessoalmente neste voluntariado estou enfrentando muitas coisas que pensei que não seria capaz de fazer, estou satisfeita com o trabalho que faço, estou avançando com a língua portuguesa e estou a fazer muitos amigos.

Atualmente eu não teria nada de mau a dizer sobre o projeto, estou muito feliz e pretendo aproveitar os 3 meses que me resta ao máximo, e quem sabe se posso ficar nesta cidade que tantas alegrias e bons momentos estão me dando.



15 fevereiro 2018

O testemunho da Joana

Olá!!! Hoje estou muito triste, já termino o meu SVE em Lisboa. Cheguei no dia 1 de junho a esta maravilhosa cidade, onde aprendi muitas, mesmo muitas coisas. Foi no final do mestrado quando ouvi falar sobre o SVE e da possibilidade de faze-lo na SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves), e nem hesitei. Como poderia perder esta oportunidade? 
Parte do meu trabalho consistia na assistência ao projeto LIFE Berlengas, entre cagaras, gaivotas, galhetas e roques-de-castro. Uma das tarefas mais importante na recuperação deste arquipélago tão giro, e remoção de chorão, uma planta invasora que põe em perigo as plantas nativas da ilha, é um trabalho muito duro, mas é reconfortante. 



Aprendi coisas novas, como avaliar a interação das aves com as artes de pesca. Embarcar foi uma experiência incrível, a possibilidade de ver aves que em terra são muito difíceis de observar, e conhecer gente com uma cultura diferente. 


Mas, nem tudo é trabalho no SVE. Viver com pessoas de todo o mundo e partilhar novas experiências têm feito deste ano algo inesquecível. 
No principio disse que estava triste porque isto estava a terminar… más estava a mentir, fico cá, o SVE foi uma oportunidade perfeita para conseguir um trabalho na minha área e continuar a lutar pela conservação da natureza.

02 fevereiro 2018

O testemunho da Cristina

Olá, meu nome é Cristina, sou da Espanha e estou em Lisboa há 3 meses, a cidade onde faço o meu SVE e em que vou passar mais 6 meses.

Eu quero começar meu testemunho dando conselhos a todas aquelas pessoas que estão pensando em ser voluntário, e para aqueles que não o fazem, também: faça isso, não pense muito, faça com medo, com alegria, com tristeza, com nostalgia ... mas faça isso, merece muito a pena. Então eu vou explicar o porquê.

Cheguei em Lisboa em 1 de novembro de 2017, com medo e incerteza, não vou te enganar, um novo país para se adaptar, uma nova língua, etc ..., esse medo diminui e até desaparece porque ... pensemos nas coisas boas: novo pessoas a conhecer, novas experiências, aprendizado e diversão, o "mau" é bem recompensado.

Eu percebo meu EVS em uma Sociedade de Esclerose Múltipla, e para mim, que eu amo minha profissão (eu sou educadora social) e as relações diárias com os usuários, estou encantada com a vida. Desde o primeiro momento, tanto os usuários como os colegas de trabalho me fizeram sentir parte de tudo, apesar da minha dificuldade com o português (calma, pouco a pouco, você aprende).

Hoje participei de projetos com várias atividades, ri, fiquei excitado, dançava sevillanas, me disfarçei, cantei, aprendi músicas, ditos populares, costumes portugueses ... Em geral aprendi e gostei de fazê-lo.

Digamos também sobre a cidade ... "Lisboa menina e moça" cantou Carlos de Carmo (sim, descobri que adoro fado). Lisboa é uma ótima cidade, muito bonita, com muitas ruas calmas e não tão silencioso para andar, milhões de pastelarias para retornar à Espanha rolando, deliciosos cafés em cada esquina, miradouros com vistas de ataque cardíaco, países naturais e praias infinitas, muita vida na rua, pessoas amigáveis ​​e sim, muitas inclinações também jjjj. É uma cidade que vale a pena descobrir, e que melhor maneira de fazê-lo durante 9 meses de sua vida.

Em geral, estou muito feliz por ter tomado essa decisão, não tão fácil, mas preciso crescer e seguir em frente, e acabei com esse testemunho quando comecei: animar-te para fazer um SVE, você não se arrependerá.

24 outubro 2017

O testemunho da Lucía

Sou Lucía, uma galego-portuguesa em Lisboa. Mais uma vez escrevo sobre o SVE. Gosto de reflectir a minha experiência no blogue para que pessoas interessadas no voluntariado vejam esta grande oportunidade.
Como referi nos artigos anteriores, estou a trabalhar no CAF (Componente de Apoio às Famílias) na Escola Básica de São Vicente, no bairro de Telheiras. Tráta-se dum espaço onde se desenvolvem atividades de ocupação de tempo livre para as crianças do primeiro e segundo ciclo da educação primária.
O meu papel aqui é dar apoio nas actividades rotineiras e saidas, dinamizar actividades, escrever reportagens para o jornal Vicentix (site: vicentix.wordpress.com), assistir às reuniões gerais da equipa, fazer decorações para as diferentes salas e cartazes, participar nas férias e eventos que decorrem no CAF, brincar com as crianças e tentar ser guia no caminho da sua aprendizagem.


Começamos um novo ano letivo com o aumento do número de crianças pelo que tivemos de fazer um horário mais comprido. Actualmente dou aulas de Filosofia dois dias por semana, sessões para o segundo ciclo e para o grupo do terceiro ano. Dispor dum tempinho próprio para fazer as minhas actividades é muito fixe! Além, tenho liberdade para abordar qualquer tema e utilizar os diferentes recursos que há no CAF. Já tenho implementado Filosofia Positiva, Filosofia Ambiental, Filosofia de Investigação Absurda, Filosofia Emocional e Filosofia Alimentar.


Depois de cada sessão é importante repensar e tomar notas sobre possíveis melhoras. Tento pesquisar e elaborar coisas relacionadas com os gostos das crianças para desenvolver actividades estimulantes e divertidas enfocadas nos seus interesses. Por exemplo, na próxima sessão tenho pensado fazer Filosofia Narrativa. Contar histórias através de baralhos de cartas do Dixit e do baralho espanhol. Estou a ver que a fórmula funciona. Acho que gostam!
De forma transversal abordo a educação em valores, o coperativismo e as inteligências múltiples. O objectivo fundamental das minhas sessões é aprender a pensar, mas sempre aprendendo felizes. Sem dúvida alguma, a materia de Filosofia para Crianças devia estar integrada no curriculo de todas as escolas pois é a base para construir o pensamento crítico.
Decorreram já quase oito meses e fico com grande pena porque o meu SVE está quase a terminar. Contudo, continuo com a mesma motivação e ilusão do início.
Sinto-me muito cómoda, valorizada e integrada na equipa Vicentix. Fico agradeçida pela ajuda e boas dicas de cada um dos monitores e do Guerreiro. Também gosto de ver como as crianças confiam em mim, sentir o seu carinho e respeito, ser um apoio para eles quando alguma coisa não está a correr bem.


A nível profissional estou a tirar boas aprendizagens na educação não formal. Ao mesmo tempo, tento contribuir no CAF com a minha bagagem na educaçao formal. Acho que o meu carácter pacífico e tranquilo dão serenidade e organização num ambiente onde às vezes há um bocado de confusão. Existe uma boa conjugação!
A nível pessoal apercebi-me que o voluntariado foi uma espécie de terapia para mim. Estou a ganhar confiança em mim mesma, perder medos e inseguridades. Nunca fiquei arrependida de tirar a licenciatura de professora porque é a minha vocação mas o facto de não encontrar um emprego digno no meu pais magoou a minha auto-estima.
Aproveito a conjuntura para fazer queixa da situação que está a viver a minha geração na Espanha sobre a fuga de cérebros. O Estado inverte na nossa educação e da-nos boa formação. O problema chega depois quando queremos abrir caminho no mundo laboral. As possibilidades de empregabilidade são baixas. Muitos jovens acham uma solução na emigração e procuram opções no estrangeiro. Um exemplo claro é o Serviço de Voluntariado Europeu.
No CAF Vicentix estou a ver que tenho qualidades suficientes para trabalhar na área da educação. Estou com fome de fazer coisas e crescer profissionalmente!
Geralmente sou uma pessoa demasiado perfeccionista e exigente. Neste tempo estou a pôr em practica a espontaneidade. Dei-me conta que nem sempre posso planejar tudo e ter baixo controlo as coisas.
Há duas qualidades que nasceram comigo, mas aqui estou a potencia-las: a responsabilidade e a empatia. As crianças são o nosso futuro, um tesouro que temos que cuidar. Indirectamente formamos parte do seu crescimento e adoro sentir que posso ajuda-las no seu percurso.


Apesar da incerteza sobre o meu futuro, o meu propósito nesta última etapa é aproveitar ao máximo a oportunidade. Só posso tirar coisas positivas do SVE como: aquisição de experiência para o cv, boas amizades e carinho dos miúdos, aprendizagem da língua portuguesa, qualidade de vida e independência...
No anterior artigo tinha dito que gostava muito de Lisboa e já quase era uma alfacinha. Agora tenho que acrescentar mais uma coisa. Estou a curtir tanto do CAF São Vicente que já me sinto uma Vicentix de coração. Obrigado a todos por fazê-lo possível!

27 setembro 2017

O testemunho da Diana

Tenho que dizer que eu nunca sonhei com ir a Lisboa. Sim com falar português (obrigada a Aneta e o Marco por isso!), mas nunca em particular com Lisboa. Mas cheguei lá há um ano, com uma mala gigante, sem saber que Lisboa chama-se, como Roma, a Cidade das Sete Colinas por um motivo. Naquela altura ainda não tinha ideia que a cidade da que eu conhecia tão pouco mudaria minha vida.


Mas esta história do meu percurso não teria sido a mesma sem o meu projeto, que a verdade, foi a coisa pela que queria fazer o evs no primeiro momento. A ideia de ajudar numa creche num bairro social sim era um sonho meu mas a verdade, estava a espera de que fosse duro, mas nunca pensei que fosse tão duro! E também não tinha ideia de quanto amor era o troco por tanto esforço. Acho que nunca di tantos beijos e abraços como a issas crianças e graças ao amor que eles deram-me, sinto que sou agora uma pessoa melhor do que a que chegou a Lisboa há um ano. Aprendi a ser mais paciente, que se falas baixo ouvem mais, que as palavras de amor sempre são o melhor remédio e que um abraço sincero é sempre o melhor conforto. Coisas que parecem óbvias quando estão escritas mas que os adultos esquecem facilmente por causa da rotina.


Eles tão pequenos e sem saber mudaram a minha pessoa como nada fez antes e eu já sei, tenho certeza, que no próximo ano vou me perguntar muitas vezes como estão os meus meninxs porque há um ano havia nomes que não significavam nada para mim e que agora significam tudo: Vicente, Gustavo, Constança, Yuri, Miguel, Luciana, Leandro, Santiago, Melissa, Vitoria, Benedita, Diogo F., Diogo C. e Margarida. Eles eles vão me esquecer logo mas eu já nunca esquecerei deles.


Também num ano só tive a oportunidade de conhecer mais pessoas das que posso contar. Pessoas de todo lugar do mundo mas todas com um imenso desejo de aprender e cheios de vida ao máximo sem importar idades, línguas ou as nacionalidades. Mas principalmente neste tópico, duas coisas aconteceram. Primeiro que tive a sorte de morar com umas pessoas que mais que colegas de casa foram a minha família. Gente de todo lugar, diferentes todos, sem tão sequer falar a mesma língua ao começo, mas gente que foram sempre lá : para os momentos bons, as festas, os sorrisos, o cantar Despacito por a casa toda, ver RauPaul...qualquer coisa! E ainda mais difícil, gente que ficou a partilhar as lágrimas, as dúvidas, os medos e em geral todo o que fica quando a festa (e o vinho) acaba. Eles foram a minha sorte maior e ainda não consigo encontrar palavras para agradecer por terem aberto as portas das suas vidas para mim. Sinto-me a pessoa com mais sorte do mundo por isto.


E claramente não posso falar de pessoas lindas e não falar dos trainings. Sim, os trainings, essa coisa que quando chegas, não interessa quantas vezes perguntas ou a quem, ninguém sabe dizer exatamente o que é que é, mas acredita, é uma das experiências mais lindas de viver num evs. É cansativo e as vezes aborrecido mas também é divertido, intenso e incrível. E se como eu, tems a sorte de ficar em duas cidades maravilhosas (Braga e Guimarães) e com um grupo de gente maluca com o qual rir até ter dor de barriga e dançar até não te levantar, não se pode pedir mais. Lá encontrei amigos e sentimos-nos uma equipa, mesmo que fosse por alguns dias, não interessa. Talvez não tenha visto a muitos deles novamente depois daquilo, mas eles todos já ficaram com um bocado do meu coração por ter vivida essa experiência tão linda juntos.


E depois, está Lisboa. Cheguei alí sem esperar nada e deu-me todo. Sei que um bocado de mim fica na aquelas ruas para sempre, um bocado de mim que sem duvida vai fazer-me voltar mais uma vez. Lisboa, que é moderna e antiga, feliz e triste, tantas coisas juntas e diferentes que é simplemente mágica. Não deixa opções, ficas apaixonado antes de ter tempo de questioná-lo.


Mas, olha, não te enganes. Parece assim que foi tudo perfeito. Estava perto sim, mas, não, não foi, como nada na vida. E isso também é bom, porque tudo acontece por uma razão e em tudo, bom ou mau, há uma lição a aprender e eu, este ano aprendi muito. Porque isso é o que acontece quando deixamos a nossas zonas de conforto, que arriscas todo mas podes aprender muito e podes ganhar coisas que nem imaginas. Então, arrisca, não deixes o medo falar por ti porque sem saber, podes estar a dar o primeiro passo para viver uma aventura. Porque sem saber, podes acabar vivendo, como eu, o melhor ano da tua vida.


11 setembro 2017

O testemunho do Jesús

Olá a todos!
O meu nome é Jesús Martinez e por um ano participo no programa SVE com SPEA. Neste artigo, vou tentar transmitir minha maravilhosa experiência como voluntário durante toda minha pequena e intensa história e, portanto, tentar despertar esse verme para alguns jovens indecisos.
Você sabe? Para mim, uma das maiores vantagens de ser um voluntário é que você pode combinar várias paixões ao mesmo tempo: viagens e conservação da natureza.



Desde há nove anos, tive minha primeira experiência como voluntária. Eu era uma jovem adolescente com muito desejo de abandonar minha terra Las Hurdes e por isso comecei a pesquisar vários empregos não remunerados com dinheiro, mas com muitos outros bens não materiais, e é assim que eu cheguei no Estreito de Gibraltar, 17 anos, minha mochila, um grande medo do desconhecido e grande motivação no corpo, disposto a passar centenas de horas no sol contando os milhares de aves Planadoras que vão para a África no grande show de migração.
O meu EVS começou em setembro de 2016, um bom momento para chegar a Lisboa e a Portugal, o início foi um pouco difícil, especialmente devido ao número de novos nomes, e muitos deles repetiram que me faziam duvidar todos os dias e o problema de a comunicação que, apesar de ter vivido em Coimbra, não havia desenvolvido plenamente minha capacidade linguística.


Mas, pouco a pouco, essas barreiras saltaram e tudo se tornou mais fácil.
Lembre-se da semana no Farilhão que faz o acompanhamento do aninhamento do Painho, cheios de frio! Mas certamente valeu a pena, é um grande privilégio poder ficar por alguns dias em uma reserva que poucas pessoas podem entrar e também ajudar a tornar as populações dos animais que vivem lá.
Que grande projeto o Rupis, e que bons tempos cortando o monte abaixo das linhas elétricas, embora ainda existam momentos que não são apreciados (encontramos muitas aves mortas) Mesmo assim Eu tenho que dizer que sinto orgulho de que ao realizar este trabalho e que muitas aves serão salvas de uma morte quase certa.


Depois deste ano, são todas as palavras de agradecimento pela experiência adquirida, a quantidade de coisas aprendidas, as pessoas boas que conheci tanto dentro como fora da associação, amigos e memórias que, apesar do tempo passar. Tenho certeza que nunca vou- me esquecer.


Jesús

25 julho 2017

O testemunho da Joana

Olá a todos!
Há dois meses voltei outra vez a esta preciosa cidade na qual já tinha passado momentos muito especiais, mas desta vez de uma maneira diferente. 


Faço parto do departamento marinho da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). Apesar de só estar presente desde 1 de Junho, já tive a oportunidade de participar em vários projetos, estando atualmente integrada num projeto chamado Life Berlengas na área das pescas, ajudando os observadores de pescas nas contagens de aves marinhas e nos embarques pesqueiros. Está a ser uma experiencias muito enriquecedora! 


Mas nem tudo é trabalhar, vivo com muita gente maravilhosa com as quais faço muitos planos para conhecer os segredos de Portugal, acampamentos, visitas culturais, festas e outras milhares de experiencias incríveis com estas pessoas espetaculares. 


O mundo é um lugar ainda por descubrir, inspira-te! 


Joana

24 julho 2017

Intercâmbio "Imagine Your Dance" em Anento, Espanha


Entre os dias 11 e 18 de Julho, tive a oportunidade de participar no intercâmbio "Imagine your dance" em Anento, uma pequena aldeia, em Espanha. Este intercâmbio tinha com temas principais dança e fotografia. Embora eu não tenha qualquer experiência prévia com estes temas, decidi participar.


Inicialmente, não estava a gostar, até pensei que talvez não deveria ter ido. Não estava a gostar porque as actividades, para mim, pareciam muito abstractas, eu não percebia os objectivos de determinadas actividades. E por esse motivo eu ficava um pouco impaciente, sentia que talvez todo o programa para mim iria ser uma perca de tempo.


Outro problema foi a comida. As refeições não eram bem compostas, o que depois de passar o dia a fazer exercícios físicos acabava por ser um problema. Houve refeições em que o prato principal eram dois tipos de feijões e grão, apenas isso. Frutas, nas refeições, era praticamente inexistente. 


Com o passar dos dias, senti que tinha que fazer um esforço para aproveitar a oportunidade que estava a ter de poder participar. Tentei tirar o maior proveito das actividades, mesmo não gostado de algumas, fui adaptando para que pudesse aprender algo de novo com cada actividade que foi proposta. E assim comecei a dar uso ao slogan inventado pelos participantes do intercâmbio, "en Anento disfruto del momento". E esta experiência que não começou tão bem, acabou por ser bastante enriquecedora. 


O mais importante desta experiência foram as pessoas. Havia pessoas de 5 países diferentes, das mais diversas áreas de formação, mas houve uma grande coesão dentro do grupo. O que nos permitiu, em uma semana, criar forte laços de amizade. No geral, esta experiência teve muitos aspectos que não gostei, mas muitos mais aspectos que me fizeram sentir que valeu a pena ter participado. 



Vânia Coelho