11 março 2013

Estágio Leonardo da Vinci em Palermo (Itália)

Olá a todos! 

Estamos a realizar um Leonardo da Vinci em Palermo até Abril 2013 e tem sido uma experiência muito rica a vários níveis!

Palermo é uma cidade plana com vistas bonitas porque esta rodeada de montanhas e com praias mediterrânicas relativamente próximas da cidade, como Mondello. Apesar de ser inverno as temperaturas oscilam muito, tanto podem subir aos 17 e 20 graus como podem descer abruptamente e até cair granizo.

Palermo tem uma arquitectura incrível, a cada passo se encontra um misto de arquitectura italiana com arquitectura árabe e é costume enfeitar as janelas com vasos.

O transito é caótico e surreal em relação ao português: a prioridade é dos carros e o objectivo durante a condução parar o mínimo possível mesmo que se infringiam as regras de transito: um semáforo vermelho nem sempre significa parar, bem como pessoas na passadeira. Estacionar em paragens de autocarro, em cima de passeios bloqueado a passagem de peões é costume.

As famosas vespas estão por toda a cidade e dão contribuem para cenário especifico à cidade, é comum ver: condutores sem capacete, o pendura com um guarda chuva aberto nos dias de chuva e crianças em pé entre os braços do condutor levando assim toda a família numa vespa.

É costume encontrar as lojas fechadas da 13h as 16h30 para a "siesta".

O amor esta em toda a parte: mensagens escritas a grafitti revestem fachadas de edifícios. A expressão do amor é muito liberal é muito frequente ver casais de namorados de varias idades: abraçados, de mãos dadas, beijando-se, quer nos bancos dos jardins, em cima de vespas, nas paragens de autocarro, pelas ruas fora...

Palermo é a capital da Sicília e tem por isso uma grande variedade de oferta cultural grátis! Tivemos sorte de estar aqui durante a exibição da bienal de arte contemporânea. Para além disso, descobrimos uma zona cultural semelhante à "LX factory" em Lisboa: utilizando espaços amplos  de fabricas abandonadas para promoção eventos culturais por institutos europeus entre outros. Assim, podemos assistir a filmes gratuitos na sua língua original, o que é raro pois  em Itália é costume dobrar os filmes.

Não só o turismo mas no geral, as pessoas são muito simpáticas e comunicativas, acolhedoras e disponíveis para ajudar.

A máfia...."não se vê mas sente-se" dizem os sicilianos, embora nos ate agora não a sentimos, a ideia de homens de gabardina, óculos de sol por aqui é um mito explorado apenas em "souvenires".

Temo- nos divertido muito com a língua italiana, porque tem palavras iguais que usam com outro sentido ou contexto, como por exemplo "Burro", que è manteiga, "provar" que equivale ao "experimentar", "sentir" que equivale ao "ouvir", "prego" que se usa para dizer "de nada" ou "faz favor de passar", "pulito" que é "limpo", "bimbo" que é criança.

Na Associação Asterisco trabalhamos na área dos projectos europeus como o Leonardo da Vinci, o que passa por compreender todo o processo que este envolve nas suas varias fases. Tivemos a oportunidade de estar trocar experiências numa reunião de preparação de futuros participantes de Leonardos da Vinci de Itália que vão para Portugal em Março.

O aperitivo é um conceito italiano frequente na vida social nocturna: paga-se por volta 5 euros por uma bebida à escolha e está incluído toda a comida que põem à disposição. A comida pode ser desde batatas fritas, a massa, omelete, fatias de pizza, entre outros.

A comida siciliana é sem duvida uma das coisas que mais apreciamos aqui: a grande tentação são os canolli: uns canudos de bolacha com recheio de ricotta doce com pepitas de chocolate. Por aqui comer un canollo a acompanhar o café é tão comum como o nosso pastel de nata. Arancini são bolas de arroz malandro com recheio de carne ou legumes com manteiga, mozarela ou bechamel, cobertas de pão ralado e fritas do tamanho de uma laranja. Aqui na Sicília è costume servir os gelados dentro de um pão de leite ou brioche.

Recentemente encontramos uma Associação "Oficcina creativa intercultural" que disponibiliza cursos de italiano para estrangeiros grátis, na qual fomos muito bem recebidas. Os alunos do curso são de varias nacionalidades, vários níveis de habilitações literárias e oriundos de vários contextos socioculturais, embora com diferentes motivações. Aqui são organizados vários eventos interculturais, como cursos de línguas, de culinária, noites de contos ou poesia nas varias línguas maternas,entre outros.

Palermo é uma cidade muito rica a nível intercultural e é frequente a presença de emigrantes chineses e dos países vizinhos, em particular de países árabes como a Tunísia devido à proximidade geográfica. Em algumas cidades vizinhas è possível encontrar-se até bairros árabes semelhantes aos bairros chineses nos EUA.

O consulado de Portugal em Palermo não tem uma placa identificativa do local, nenhuma bandeira ou referencia portuguesa. O consulte honorário é um senhor italiano que aparenta 80 anos e não fala português como alias os restantes funcionários do consulado. Portanto, no caso de algum dia necessitarem de recorrer a este ou outros eventuais consulados em situações semelhantes, aconselhamos por experiência própria a recorrerem ao numero telefónico ou email do gabinete de emergência consular indicado no portal das comunidades portuguesas.

A nossa experiência esta a ser mais do que uma descoberta da cultura italiana, um encontro com uma grande multiculturalidade e sua influencia nas mais diversas áreas e como tal tem sido muito interessante e enriquecera.
Susana e Maria João

Novo vídeo da Spin!

Vejam aqui a maravilhosa prenda de aniversário oferecida à Spin pelo nosso voluntário Ângelo! Parabéns ao Ângelo pela iniciativa e também à Spin (pois no final de Fevereiro fizemos 5 anos)!

Aproveitem e partilhem com os vossos amigos! :)


Take a look at the wonderful birthday present that our volunteer Ângelo has made for Spin! Thanks to Ângelo for his great idea and Happy Birthday to Spin (we are 5 years old)!

Enjoy! And don´t forget to share the video with your friends! :)


27 fevereiro 2013

Democracy&Revolutions - convite à participação

Coordenação: Associação Spin (Portugal)
Parceria: Junta de Freguesia de Carnide (Portugal), Associação Xena (Itália), Associação Fuori Target (Itália)
Data-limite de candidatura: 15 de Março
Documentação necessária: Ficha de inscrição.
Custo: Gratuito.
Participantes: 16 jovens (8 Portugueses + 8 Italianos) entre os 18 e os 30 anos
Datas: Abril 2013 > Abril 2014.
Informações e Contactos: intercambios@a-spin.pt, 914 519 264 /217 145 520

Principais objetivos:
• Fomentar o pensamento crítico e o debate relativamente à democracia e à participação ativa por parte dos cidadãos.
• Estabelecer uma comparação entre a sociedade civil atual e a sociedade no momento da Revolução de Abril, em 1974.

Atividades a desenvolver:
Este projeto será composto por 5 encontros entre os jovens participantes. Nestes encontros serão discutidos os conceitos de democracia, participação, liberdade e revoluções, entre outros. Estes encontros irão ocorrer ao longo de um ano, tendo inicio em Abril de 2013.

A principal atividade terá lugar no dia 25 de Abril de 2013, onde iremos participar na manifestação entrevistando (entrevistas registadas em vídeo) e fotografando os manifestantes e suas mensagens.

Após a recolha destas imagens e testemunhos, iremos fazer um trabalho de pesquisa por outras imagens e vídeos, desta vez da Revolução de dia 25 de Abril de 1974. As imagens recolhidas em 2013 serão comparadas com as imagens recolhidas em 1974.

Em Novembro 2013, os jovens participantes italianos virão a Lisboa para um encontro de 4 dias com os jovens portugueses e todos juntos irão analisar as imagens e vídeos registados pelos participantes, comparando com as imagens produzidas nos dias 25 de Abril de 1974 (Revolução em Portugal) e 25 de Abril de 1945 (Revolução em Itália).

O projeto terminará com uma exposição, a ser inaugurada já em 2014, comemorativa do 40º aniversário da Revolução dos Cravos.

Importante: Ter disponibilidade para participar nos 5 encontros previstos, e, sobretudo, para participar na atividade a ser desenvolvida durante a manifestação de 25 de Abril de 2013.

20 fevereiro 2013

EVS in Alūksne, Latvia

I'm the new volunteer at ABJC: a 24-year-old Portuguese girl called Clarissa. After finishing my master's degree I wanted a little change so I applied to the EVS program. I wasn't counting on being selected, for there were 6 candidates. When they selected me I packed my bags to move soon to Alūksne:). Because of Ilze and Levan I must say I felt welcome here before actually arrived ;).

I left my home in Válega (Portugal) at 8h45am and I arrived at Alūksne last Wednesday at 3 in the morning. It was supposed to arrive at 1am but I spent over an hour inside of the plain in Zurich's Airport, due to snow :|.

Ilze was already waiting for me at Riga's airport, then we came by car to this town. I wore a few layers of clothing so I didn't feel cold. That was the first time my feet experienced the sensation of walking in the snow. I paid attention to the sound of it, it was brand new!

So far I realized some things:
- people don't greet each other with a kiss in each cheek as where I come from;
- when it snows people don't use an umbrella and I wondered about that, so Liga told me that's because they already have a lot of things to carry (we always have one when it's raining, where I live we have no snow);
- it's possible to be kind of amazed with not understanding almost anything of a language. In this situation the use of gestures while asking for directions really works for me and for the ones I ask;
- there's snow everywhere, it's almost like a big brush painting the landscape.

For now my main goals here are to learn the basics of Latvian language as well as the culture of the country, and to develop some projects within the community by combining different backgrounds. Probably the biggest challenge will be to discover how to engage people. ^^
Clarissa 

19 fevereiro 2013

Estágio Leonardo da Vinci em Kayseri (Turquia)

Fazer parte do Programa Leonardo da Vinci já estava nos meus planos há algum tempo, era o meu plano para depois do Serviço Voluntário Europeu, não aconteceu na altura por vários motivos. Parece-me que foi o universo a conspirar a meu favor para que pudesse vir para a Turquia e ter mais uma experiência que vai mudar a minha vida, com toda a certeza. Assim que vi as candidaturas para o LdV não hesitei em candidatar-me, e tive sorte em ser uma das escolhidas entre dezenas de candidatos.

Muitas coisas podem ser ditas da Turquia e desta cidade onde estou, Kayseri. Fica mesmo no centro do país, e é economicamente muito desenvolvida, mas ao mesmo tempo conservadora e tradicionalista. Engraçado como estes dois aspectos se conjugam tão bem aqui. Ao contrário do que estava à espera não tive qualquer choque cultural. Claro que é uma cultura completamente diferente da portuguesa, mas o que noto são diferenças comportamentais que resultam dessa mesma cultura, por isso encaro as coisas como normais. Nem poderia ser de outra maneira, se não o mais certo era enlouquecer. Por exemplo, vivo com uma família de acolhimento onde o nível de inglês acho que nem básico se pode considerar, no início foi difícil mas isso só fez com que a minha vontade de aprender a falar turco fosse ainda maior. Se demoro 40 minutos por dia a chegar ao trabalho, porque vivo super longe, paciência aproveito para ler ou simplesmente por a cabeça em dia! Da minha estadia anterior na Turquia tinha a ideia que os turcos são super simpáticos, amigáveis e acolhedores, mas estão definitivamente a superar as minhas expectativas. Já para não falar da comida, que é divinal, tenho a sensação de que estou sempre a comer, e toda a gente me oferece comida onde quer que vá.

Tenho a sorte de trabalhar em três locais diferentes, Talas Youth Center, Kayseri Youth Center and Kayseri Youth and Sport Directorship. As pessoas e os métodos de trabalho são muito diferentes entre os locais, mas em todos eles deixei de ser a Sofia para passar a ser a Ayşe, é assim que a maior parte das pessoas me trata, e encaro isso como um sinal positivo da minha integração nos diferentes locais. Os miúdos que frequentam os Centros são excelentes e movidos de uma curiosidade sem precedentes, daí que os encoraje sempre a aprender e a melhorar o seu nível de inglês, ao passo que em vão ensinando umas coisas de Turco aqui e ali.

Estas últimas semanas têm sido alucinantes, muito trabalho com a deadline de Fevereiro, muito trabalho com a training course “Youth Works in Rural Areas” onde tive a oportunidade de ser, para além de membro da organização, facilitadora, mas ao mesmo tempo muita aprendizagem, pessoal e profissional que espero que me seja útil no futuro. Aqui tenho crescido como pessoa e como profissional, e só posso agradecer às pessoas que estão à minha volta. Por isso, a minha resposta aquela velha questão do “should i stay or should i go” é sempre IR, porque IR significa que crescemos, que nos desenvolvemos e que temos uma curiosidade natural que nos faz querer sempre mais e ir mais além.

Sofia Jorge

13 fevereiro 2013

Último mês em Lisboa - Kyriakos


Uma aventura de Junho (2012) a Fevereiro (2013)...

O que significa isto? Pode-se dizer que são duas datas que definem 9 meses. E isso estaria correto. Mas trata-se muito mais do que isso. Um período fantástico que se materializa numa das melhores experiencias da minha vida. O meu Serviço Voluntário Europeu (SVE). Gostaria de encontrar as palavras apropriadas para partilhar convosco os sentimentos que me enchem neste momento. No fim de Fevereiro o meu projeto vai terminar, e ainda não posso acreditar quão rápido o tempo passou, porque ainda lembro do meu primeiro dia em Lisboa, em Junho de 2012. Cada dia, desde Junho até agora, tenho estado entre pessoas que fizeram a minha vida maravilhosa. 

As pessoas da minha associação de acolhimento aqui, em Lisboa, a “Associação Spin”, têm feito o melhor que podem para eu receber novas capacidades e para eu ter uma vida sem problemas e cheia de alegria. Desde o primeiro dia, no escritório, eu e a minha colega SVE da Húngria, a Marietta, sentimos que a Spin era como a nossa família portuguesa! E as coisas são assim, porque as pessoas da Spin (as nossas mentoras, a nossa tutora, as nossas colegas, os membros do concelho da direção) são, pelo menos, nossos amigos, que nos ajudam quando estão connosco em Portugal e promovem a aprendizagem de novas habilidades. 

Mais que isso, mais que as pessoas da minha organização, a minha experiência em Lisboa não seria a mesma sem muitas pessoas especiais, portuguesas e estrangeiras, que eu já encontrei aqui. Todas estas pessoas fazem me sentir agradecido por partilharem comigo as suas culturas, as suas almas, os seus pensamentos, os seus sonhos, os seus sorrisos. Nada seria o mesmo sem eles. Alguns deles estão ainda aqui, outros em Lisboa e outros no resto de Portugal, e continuam brilhar na minha vida. Quanto a alguns estrangeiros, os já partiam para os seus países e alguns dos portugueses que foram para outros países procurar trabalho e começar uma nova vida, longe da miséria que o FMI quer trazer em Portugal. 

Mas agora é tempo de escrever para uma cidade que eu gosto desde a primeira vez que a vi. Lisboa, uma cidade legendária, uma cidade maravilhosa, uma cidade tão linda e extraordinária que não encontro palavras apropriadas para incluir neste texto a sua beleza e importância por mim. Cada dia procuro mais informações sobre a história Lisboeta e o que encontro é um bilhete por uma incrível viagem à história da humanidade (por ex. a época dos descobrimentos). Cada coisa que encontro faz-me querer preocupar-me mais e mais, porque a viagem de conhecimento nunca pára. Mas Lisboa tem muito mais de oferecer que história. No início, oferece uma pintura da alma portuguesa com o fado, a cultura, a língua, a vida das pessoas simples nos seus bairros e a sua luz. Finalmente, devo dizer que cheguei tentado a descobrir Lisboa e descobri mais do que esperei. Descobri Portugal e os portugueses. Um dos mais belos países que eu já encontrei na minha vida e um povo muito emotivo e hospitaleiro. Eu cheguei a Portugal amoroso com Lisboa e agora estou a adorar de tudo no pais e no seu povo. 

Por fim, o meu SVE deu me a oportunidade de abrir uma porta que já queria abrir desde há muito tempo atrás. Há quem diga que esta não é a melhor altura para seguir os meus sonhos em Portugal. Mas mesmo que o problema esteja aqui, da mesma maneira que está na Grécia, estou confiante que podemos mudar o mundo onde vivemos. Por isso, quero continuar viver em Lisboa e ajudar esta mudança a acontecer. Estou cheio muito agradecido para com todas as pessoas que me ajudaram a manter esta porta aberta e ver dentro ela um futuro brilhante.

Muito obrigado à minha associação de envio em Grécia (“K.A.NE.”), à Spin, a Lisboa, a Portugal, aos meus amigos portugueses e estrangeiros! Muito obrigado SVE!

Kyriakos Stephanopoulos

Último mês em Lisboa - Marietta

During my studies I learned many things about Portugal: it’s history, geography, what it’s climate is like but no teacher or book could teach me what I have learned and experienced during these nine months I have spent in Portugal.

From time to time this project was very challenging but I would do it again without hesitation. I met amazing people both in- and outside Spin, I visited gorgeous places and cities, I experienced a new culture and I learned a lot. These things are worth all the difficulties one encounters moving to a foreign country.

I still remember my arrival to Lisbon and how nervous I was about my new life. Now, after nearly 9 months I can say that I was very fortunate and I feel truly blessed for being selected for this project, and for being given the opportunity to be a part of this amazing team. I have learned a lot from them that surely will prove to be very useful in my future career.

 I would like to take this chance to thank each one of them for providing us this amazing opportunity, for making us feel so welcome throughout our stay, and for always being there for us.

I really enjoyed my stay in Portugal. Lisbon has become my second home and I already feel saudades for it.
Marietta Móré