12 fevereiro 2014

Fim do SVE da Clarissa na Letónia

Atā (See you later) Latvia!
After my on-arrival post and mid-term post, here I am writing my final post about my 9-month EVS project in Alūksne, Latvia. It is quite hard for me to summarize this Baltic experience, because 9 months are not 9 days, therefore I'll always forget something worthy of mentioning.

When I arrived there, the Latvian language sounded weird to me, as I could not relate it with any other known language. After a while, it is hard to believe that hearing Latvian was really pleasant and not weird at all!

Every time I think about Latvia I smile. It is a country with only 2 million of inhabitants (only 62% Latvians), proud of their language and heritage. Nowadays Latvia is struggling with citizenship issues, one of them is their language as there are, for example, a lot of people that have the Russian language as their mother tongue. One thing about Latvian people, is that they may not greet each other like we do, but are always ready to help, even when they don't know any English whatsoever (this is similar to Portugal).


 A weekend visit to my flat in Alūksne.
Furthermore in Latvia I had opportunity to see pure nature,untouched landscapes, and they are beautiful, they transmit both a feeling of belonging and peace. Since I can remember I always enjoyed noticing life details, but sometimes I was so busy with all my must-to-do stuff, that I hardly paid attention to little things. Alūksne is all about that: a little town welcoming you in every corner, and inviting you to take a closer look at it. In relation to my favourite things in the town, they are the little train (Bānītis), the Aiolos Temple (picture below) and the Aluksne's Lake.

The Aiolos Temple – front view
Specifically in my EVS project I had the chance to go beyond the assigned tasks. I did several cultural events, related with cinema, animation and music, to name a few. The posts about those events are in this blog (mine are all with “| clari”). I guess the most important thing I did there was the show “EVS pagalmā Tas viss ir par cilvēkiem It's all about people” at Alūksne's New Castle Museum. In this show there were 6 collaborative projects I developed with the local community, namely:

  (1) Alūksnes mīļākā lieta | The Aluksne favourite thing

  (3) Nevizuāls eksperiments | Non-visual experiment

  (4) Acumirkļa grāmatas no Alūksnes | Instant books from Aluksne

  (5) No Al līdz Gmr | From Al to Gmr


In general I'd recommend EVS to everyone, because despite of all the difficulties and problems I encountered on the way, I always focused myself on the good things. All I did there, I did it for and with the people, in order to offer them brand new experiences. Of course I made mistakes, while trying to achieve that. The must-to-do though is to keep motivated no matter what. EVS makes every individual grow as a person and it is healthy to leave the comfort zone. To do that is a big step, it can be hard, but life itself in not easy at all ^^

p.s. Recently I did this about section in the blog, if you are an EVS, feel free to do the same :) also I did the methods of some projects/activities using diagrams with apples and apple trees.

Clarissa

Os primeiros dias de SVE na Spin - Zofia

Há cinco anos sonhei com aprender espanhol. Sonhei com viajar pela América do Sul. Decidi entrar no curso da Filologia Ibérica. 
Em resultado, encontrei-me pela primeira vez com a língua portuguesa (antes conhecia só a [música] Lambada). E enamorei-me por ela. Tive cada vez mais interesse pela língua e pelo mundo lusófono. 

Já depois do segundo ano dos estudos ibéricos consegui ir para a Península Ibérica e trabalhar como voluntária nos albergues de peregrinos pelo caminho de Santiago. Passei duas semanas numa aldeia perto do Porto e gostei muito desta experiência. Sabia que ia voltar a Portugal para ficar cá mais tempo. Entretanto, surgiu a oportunidade de fazer estágio em Sevilha. Fi-lo. 

Depois, como já tinha participado no programa Erasmus, procurei outras oportunidades. Deste modo, descobri o programa SVE e comecei a procurar um projeto para mim. Sabia que queria ir para Portugal e trabalhar com outros jovens num ambiente internacional. Encontrei a página da Spin e candidatei-me ao projeto SPIN AGE. Tive sorte. Aceitaram-me e aqui estou e não me vou mudar durante os próximos nove meses!

No dia da minha partida o céu em Varsóvia estava mesmo azul. Não se via nenhuma nuvem. O sol fazia com que a temperaturas fossem mais agradáveis. 

Lisboa cumprimentou-me com o céu cinzento e com a chuva… Mas também me cumprimentou com o sorriso do Enric que veio buscar-me ao aeroporto e com as boas-vindas do resto dos meus companheiros de apartamento. Desfiz as malas e fui dormir para entrar no trabalho cheia de energia. 

No dia seguinte acordei a 3500 km de casa e pela primeira vez fui à sede da Spin. Já na estação do metro conheci os meus colegas de trabalho. A Maja mostrou-me o bairro. Depois vieram as nossas chefes – a Sara e a Aneta. Logo apareceram os voluntários que trabalham noutras associações em Carnide e almoçámos todos juntos no hostel, numa atmosfera familiar. Tivémos também uma reunião para planear o nosso trabalho dos dias seguintes. 

No final, tivemos a aula de português, durante a qual conheci ainda mais voluntários. Todos me trataram- muito bem. Desde o início, senti-me em casa na Spin. 

Espero que tudo continue assim :)

Zofia Gajos

05 fevereiro 2014

Estágio Internacional: a Lídia de partida para Lyon

(*) Gosto muito de você… Lyon

Vou deixar para trás a família, o namorado, os amigos. Não vou estar presente em algumas datas especiais. Mas também vou deixar para trás o desemprego, a resposta constante a ofertas de emprego e as ofertas de estágio por 150 euros. 

Mas não se pense que vou ‘obrigada’, como tem acontecido com milhares de portugueses que têm abandonado o país. É uma experiência que há muito quero ter! Vou participar num estágio Leonardo da Vinci que me vai permitir uma experiência profissional internacional. Pela frente, um novo país, uma nova cidade e uma nova língua. Lyon vai ser a minha cidade durante quase três meses. Vai ser um desafio e uma oportunidade única! As datas já estão definidas. Ida a 3 de fevereiro e regresso a 21 de abril. Ainda não sei onde e como vai ser o meu alojamento. O local de estágio já está decidido. 

Os sentimentos são mistos e confusos. Têm um sabor agridoce. Por um lado, estou tão contente por ter sido uma das escolhidas para participar neste programa europeu e satisfeita pelo sítio onde vou estagiar. Por outro, quando regressar a Portugal (quase) tudo vai voltar ao mesmo: a missão diária de enviar CVs com o objetivo único de conseguir um trabalho.

Mas por agora vou concentrar-me em Lyon! Quero conhecer a cidade. Passear a pé, ir às pâtisserie e às boulangeries, deliciar-me com a gastronomia francesa. E voltar de Lyon a falar fluentemente francês! 


Vou deixar a minha zona de conforto, o meu país, a minha cidade, a minha casa. Será que vale a pena? Sim, sem dúvida e com toda a certeza! Vale sempre a pena não ficar. É sempre melhor ir. Conhecer, descobrir, experimentar. Voltar a Portugal/casa com outras perspetivas é sempre enriquecedor. Poder comparar a nossa realidade com a de outro país da União Europeia, aqui tão próximo, a menos de três horas de avião, vai melhorar-me enquanto pessoa. 

Para já, começam os preparativos para a viagem! Como se prepara uma mala para uma estadia de três meses? A validade do Cartão de Cidadão está em dia? São cobradas taxas pelos bancos? Quais são os pontos turísticos a não perder em Lyon? E aqueles locais desconhecidos e encantadores ao mesmo tempo? Sou apenas mais uma jovem (com quase 30 anos ainda posso ser considerada jovem ?) que vai deixar temporariamente o seu país. Mas afinal todos os que são ‘apenas mais um’ são muito mais do que isso! 

E esta vai ser a minha viagem, a minha experiência e o meu desafio em Lyon. Talvez a família, o namorado e os amigos não fiquem para trás. Estas crónicas, o Facebook, o Skype e o telemóvel vão ajudar a encurtar a distância! O namorado já marcou a viagem, a mana ainda está indecisa quanto às datas. As SMS de amigos diziam “Estou mesmo contente por ti, estava a precisar de uma boa notícia!!!” e “Deste-me a melhor notícia dos últimos tempos! Je suis très contente pour toi!”


(*) Texto publicado originalmente no P3 a 23/01/2012.

A Lídia Nicolau é licenciada em Jornalismo e acabou de partir para um estágio profissional internacional com financiamento do Programa Leonardo da Vinci através da SPIN.


22 janeiro 2014

Estágio Leonardo da Vinci na Spin - Testemunho do Gonzalo

O meu nome é Gonzalo Gómez, tenho 26 anos e nasci em Madrid. Estudei Comunicação Audiovisual, adoro a fotografia e faço edição/posprodução de vídeo. 

No último ano do curso (2009-10) vim para Lisboa com uma bolsa Erasmus para terminar os meus estudos. Foi uma experiência muito especial já que era a primeira vez que morava no estrangeiro. Entretanto já passaram 5 anos! Com o fim da bolsa Erasmus, voltei a Madrid por uns tempos. Consegui trabalhar em alguns projectos interessantes (bastante diversos) mas com pouca estabilidade. 

Em 2012 consegui uma bolsa para ir aos Açores trabalhar numa empresa de whale-watching. 
Baleias e golphinhos? Numa ilha? No meio do Océano? 

A oferta atraiu-me porque era totalmente diferente de qualquer coisa que tinha feito antes. A experiência de lá estar foi brutal. 

O ritmo e muitas outras coisas nos Açores são muito diferentes do que estava acostumado numa cidade como Madrid. Mas depois de adaptar-me, agarrei uma oportunidade e acabei por ficar mais tempo. 

Estagiei noutra Associação onde colaborei na organização de dois Festivais (um de cinema a nível internacional e outro de gastronomía e músicas do mundo). O que ia ser uma viagem de 6 meses acabou por se extender por um ano e meio.

Quase no final de 2013 e a terminar a minha estadia nas Ilhas, recebi a notícia de que estava pre-seleccionado para estagiar na Spin. 

Por questões pessoais e pela tenra idade com que tinha estado em Lisboa, fiquei sempre com a sensação de que devia voltar um dia. Tinha uns assuntos por resolver com a cidade e achei a oportunidade perfeita.

Cheguei à Lisboa há uns dias, arranjei uma casinha no Bairro Alto (bastante pequena mas muito acolhedora) e já comecei a trabalhar no escritório da Associação. As primeiras impressões foram mesmo muito boas. 

Há companheirismo e o ambiente de trabalho parece-me super bom. Projetos não faltam e vontade também não! 

Todos os anos costumo a começar com optimismo e com o típico desejo de que o ano que vem tem que ser melhor do que o anterior, mas este 2014 promete! ;)

Gonzalo

16 dezembro 2013

SVE na Islândia - Carolina Maia

I finished my graduation last year and wanted to travel and have a new experience… 

I heard about EVS and I started to look for environmental projects, specifically in Iceland… It’s a country that I really wanted to visit and environment is an issue that interests me a lot! The project sounded really good… 

I arrived at Reykjavík on the second of June 2013.
First I got to know my new home… a house full of people, (a very good flat , I should say), where I barely could open the front door with so many shoes at the entrance, then I talked with some really nice people and I felt very comfortable there…

The next day I went to my first work camp in the south of Iceland (in a town named Kirkjubaejarklaustur) and it was just perfect… the work consisted in gardening and building hiking paths… as the majority of SEEDS work camps. 

Then, time passed flying… 
I continued until now in different projects, some similar to the first one and some entitled as ‘environmental awareness’ – hosted by SEEDS and always in Reykjavik– on these specific work camps I was responsible for orienting workshops related to recycling, food wasting, eco-friendly life style, organic gardening, among other topics… 











Until now I have lead 10 different work camps, had the opportunity to travel around Iceland, know about its Icelandic culture and met a lot of different people… It has been an amazing experience, very open minding… I recommend this experience to everyone and I think I will continue doing projects like this…

A little bit more about SEEDS work camps… A group of volunteers work and develop together a project which has been proposed by a local community who contacted SEEDS to request some volunteers in order to do it. SEEDS work camps generally last for 2 weeks. 

The types of the projects developed are mainly related to nature issues or environmental oriented, and they can be, for instances, the building of walking paths or hiking trails, cleaning the coastline, reforestation and erosion control works, construction or renovation of a community building, monument or community centre, ecological research, removing invasive growth (luppina), etc... 

These work camps bring together volunteers from different nationalities and backgrounds aiming at building up international understanding and therefore encouraging peace while working for an identified need of the local community. Group sizes vary between 5 and 12 participants.


Carolina Maia

Fim do SVE na Spin da nossa voluntária Lola


Depois de varias aventuras no estrangeiro ao longo da minha vida, quando há nove meses comecei esta experiência do Serviço Voluntario Europeu, eu achava que iria a ser a minha ultima aventura antes de estabelecer-me definitivamente em um sitio.

O SVE é para mim uma aventura, tens que tomar riscos antes de começar porque a experiência pode ser muito boa e enriquecedora ou pode ser negativa e não cobrir as nossas expectativas. 



Felizmente, a minha experiencia foi incrível! Ao início esteve em um período de observação e integração, até que depois de umas semanas senti-me mais parte da equipa da Spin e preparada para desarrolhar os meus próprios projectos. 



Desde o princípio sempre soube que queria fazer um projecto local e assim surgiu a ideia de fazer um workshop de cinema na Academia Sénior de Carnide. Tratei de ensinar aos meus alunos como é feito um filme desde a ideia até a edição e também gravamos o nosso documentário sobre relações intergeracionais. Espero que eles tinham aprendido alguma coisa, eu com certeza aprendi imenso deles.
Como voluntaria no departamento de comunicação da Spin tive a oportunidade de desarrolhar os meus conhecimentos em design gráfico, em manejo de redes sócias e pagina web, em realização e edição de vídeos, e muitas outras coisas que serão muito úteis para o meu futuro profissional.

Alem disso, numa experiencia SVE aprendes uma língua, a conviver com pessoas muito diferentes a ti, a valorar e apreciar uma cultura diversa, a administrar o baixo dinheiro de bolsa, a partilhar bons e maus momentos com os teus novos amigos, e para mim foi mais uma oportunidade para conhecer-me melhor a mim mesma.

Como disse ao começo, achava que esta era a minha ultima aventura, mas ao longo do meu SVE, aprendi algo muito importante, a vida está cheia de opções e de caminhos, onde nunca deixamos de aprender, e as aventuras continuam, ainda que a situação laboral seja péssima em muitos lugares, sempre há opções e oportunidades de crescer e aprender!




Lola Barrio

11 dezembro 2013

Fim do SVE - Katrina

Estes oito meses em Lisboa correram mais rapidamente do que eu poderia ter imaginado – desde o primeiro dia até ao ultimo esta aventura tem sido um desafio muito positivo e emocionante para mim. 

Eu não sabia nada sobre trabalho de área de cultura ou na Junta em geral mas posso dizer que agora já sei algo – eu sei como funciona a equipa da cultura e porque esta equipa precisa dum chefe muito experiente.


Eu aprendi que as pessoas atrás de todas as acções organizadas pela Junta são motivadas para melhorar a vida de Carnide e porque esta qualidade é tão importante neste tipo de trabalho.

Quando cheguei em Lisboa eu basicamente não falava Português; lembro-me destes primeiros meses quando tudo era um confusão e a minha cabeça queria explodir durante todas as noites.

Mas depois de meses de prática e muitos momentos engraçados posso dizer que agora percebo quando o meu coordenador está a brincar comigo – uma capacidade muito importante para entender as piadas do Departamento Cultural. 

Esta experiência me ensinou muito sobre Portugal em geral, as pessoas que estão a viver aqui e também sobre mim mesma - tinha tempo para trabalhar e descansar, desfrutar e ficar feliz, ter aventuras e descobrir este país maravilhoso. 


O meu projecto foi tudo o que eu queria e ainda mais, estou tão agradecida por esta oportunidade aqui. 

Obrigada por tudo!
Katrina