16 julho 2014

Testemunho final do SVE do Enric na Spin

Já há quase duas semanas que terminou o meu SVE.

Como é que me sinto agora? 
Os meus dias estão mais vazios, sinto-me esquisito agora que não tenho sempre alguma coisa para fazer e sobretudo tenho muita saudade da equipa da Spin: dos almoços, de cozinhar para eles, dos momentos de riso, de aprender de eles alguma coisa nova... O primeiro agradecimento vai para a maravilhosa equipa que me acompanhou estes 10 meses.


O que posso dizer do SVE? 
Para mim foi uma experiência muito enriquecedora onde aprendi mais do que eu podia imaginar antes de vir cá a Lisboa, onde cresci em uma área que gosto imenso que é os projetos internacionais para jovens e onde levei comigo novas habilidades que com certeza vai ajudar-me na minha futura vida. Nestes 10 meses tentei de aprender de cada tarefa que fiz, de cada momento bom mas também de cada momento mau e acho que foi esta atitude que ajudou-me a aproveitar ao máximo esta experiência. Também tenho de agradecer imenso aqui à Spin pela confiança e o apoio constante.


E que dizer de ti, Lisboa?
Acolheste-me desde o primeiro momento. Uma cidade cheia de cor, cultura e de pequenos cantinhos segredos. Vou ter saudades do cafezinho baratinho num terraço com um livro nas mãos, dos pastéis de Belém e de caminhar sem rumo pelas tuas ruas. O que não vou ter saudades Lisboa é dos dias de chuva interminável...

O que dizer de toda a gente que fez comigo este caminho?
Neste caminho conheci montes de pessoas de diferentes partes do mundo, com as quais tive a oportunidade de conversar dos mais diversos temas, de aprender, de rir, de jogar... Vou tentar de não esquecer nenhuma de elas, mas sei que não vai ser fácil. Eles fizeram-me mais consciente do valor da diversidade e da importância de viajar assim como conhecer outras culturas. Obrigado especialmente às pessoas que na chegada ajudar-me com a integração e obrigado também aos outros voluntários SVE por compartir este caminho.

Estou triste de acabar esta etapa da minha vida, mas contente de poder aprecia-la e com muita motivação de continuar crescendo nesta pequena aventura que é a vida.

Para terminar só dizer que o que mais saudades vou ter é de fazer furos nas paredes... Assim que por favor Spin, se precisam alguém para fazê-los liguem-me!!!



Um forte abraço desde Groningen!

Enric Rodríguez Mas

02 julho 2014

Testemunho da Patrícia - estagiária LdV

Faz hoje um mês que iniciei a minha aventura em Derry. Graças à SPIN, principalmente à Sara, tentei esquecer todas as minhas expectativas e na mala trazer apenas os meus objectivos e durante este mês fui revendo os objectivos, concretizei uns e alterei outros.

Apenas posso apresentar a cidade vista com os meus olhos, por isso, para mim é uma cidade com muita historia, com monumentos incríveis para visitar e bastante interativos, bonita, tem parques fantásticos e muito acolhedora.



Nos primeiros dias foram varias as vezes que me perdi, sim a cidade é pequena, mas o meu sentido de orientação é péssimo, mas ainda assim nunca tive problemas em encontrar o caminho de volta porque as pessoas amavelmente me direccionavam para o caminho certo. Outra coisa que ainda hoje admiro é que nas passadeiras todos os carros param, posso estar ainda a 1 metro da passadeira, mas o carro já esta parado há espera que eu passe!



As coisas que mais me fazem confusão é sem duvida o facto de se conduzir ao contrário ainda não me habituei, a gastronomia, pois o único tipo de carne que comi aqui foi frango, o conceito de sopa é totalmente diferente e as refeições são sempre acompanhadas com massa ou batata, desde que cheguei ainda não comi arroz! Para, além disto, é o tempo, supostamente estamos no verão, mas no mesmo dia passo por todas as estações e isto sim é realmente uma das coisas que me faz mais falta, um bom dia de sol, mas apesar disso já fui à praia (mas só para passear)!  


De resto ainda tenho dois meses para descobrir e é o que tenciono fazer! 

Até breve!
Patrícia Marafuga

30 junho 2014

Testemunho da Rute - estagiária LdV

O meu nome é Rute e sou da Covilhã, uma cidade situada a sudoeste da Serra da Estrela, em Portugal. Tive uma experiência anterior no estrangeiro, em Paris, onde vivi e trabalhei durante três meses. E agora, em Granada! E não podia estar mais feliz.

A cidade é maravilhosa, muito caliente e ativa, sempre algo acontecer, o que faz com que o tempo passe sem que se dê conta dele.

Nos dias 14 a 21, celebrou-se o Corpus Christi, o que sigifica Festa, muita festa e alegria por toda a cidade, um ambiente contagiante. Foi fantático!


As semanas foram também dedicadas ao estudo do Espanhol, com a encantadora professora Sara. E claro, conhecer o local de estágio, no meu caso, a MEP Granada, onde fui muito bem recebida e acolhida.

Com a MEP conheci Córdoba e a praia de Salobreña, cidades pertencentes à comunidade autónoma da Andaluzia, e Gibraltar, onde acompanhamos grupos estrangeiros, de estudantes e os seus professores em diferentes atividades. :)

Praia de Salobreña
Gibraltar













Córdoba

Está a ser uma aventura muito muito especial. Gracias SPIN!

Rute Baptista

16 junho 2014

Os primeiros dias de SVE na Spin - Emilio

Olá Lisboa!

Sou o Emilio, espanhol, de Vigo, Galiza, mas morei noutras cidades como Ourense, Madrid (oito anos), Londres, e agora aqui estou, em Lisboa, com nove meses para fazer mil coisas.

Numa semana já me aconteceram muitas experiências, todas boas e um acidente familiar que me obrigou a retornar a Espanha  alguns dias assim que agora acho que sim posso começar realmente.

Moro numa casa grande, com vários polacos, um francês, uma alemã... e o mais importante: perto do centro da cidade e de todas as coisas que preciso. A Mouraria, o Barrio Alto, Alfama, não ficam longe.


O ambiente no meu novo trabalho acho é muito agradável. Pessoas jovens com as que me identifico. É muito diferente ao meu último trabalho em Espanha.

Eu sou jornalista e principalmente tenho trabalhado nesta área mas o mundo da comunicação é tão amplio que sempre se pode trabalhar com ela em diferentes perspectivas. Ainda não sei todas as funções que vou a fazer mais seguro que posso contribuir em algo. O meu objetivo é aproveitar a experiência, trabalhar numa área diferente e gostar do que faço.

O último fim de semana foram as festas dos santos populares assim que não poderia ter melhor momento para conhecer esta cidade incrível.



Emilio

Os primeiros dias de SVE na Spin - Kasia

Eu sou a Kasia e eu sou a nova voluntária na Associação Spin. Sou da Polónia. Vivo em Minsk Mazowiecki, pequena cidade perto de Varsóvia. Eu estive em Portugal quatro vezes, mas cada vez não mais de que 7 dias. No início quero-me desculpar a todos pelo nível de português mas falo Português muito pequenino...

A primeira vez que eu fui em Portugal, eu estive em São Miguel, Açores – há quatro anos atrás e... eu amo-lá. O clima português, arquitetura, língua, pessoas e tudo estiveram e... ainda são muito bonitos e encantadores para mim. Na segunda vez que eu estive em Lisboa eu decidi que eu quero fazer o meu SVE em Portugal, de preferência em Lisboa. Escrevi para muitas associações e organizações, mas muito tempo tive dificuldades em conseguir a vaga.


Finalmente em Agosto de 2013 eu recebi informações que quatro organizações portuguesas pensaram em aceitar-me para ser SVE deles. Eu escolhi a Associação Spin.

Por que eu escolhi a Spin? Porque eu vi que a Spin faz muitas coisas diferentes e isto é muito fixe. Eu sou voluntária por todo minha vida e eu quero desenvolver competências profissionais em áreas que Spin faz. Antes de vir aqui eu estive muito stressada. Nunca morei no estrangeiro e 9 meses é muito tempo. Agora eu vejo que pessoas na Spin são óptimas, morar fora da Polónia não é medo e Lisboa e tão bonita que eu penso ela é. Estou muito contente que eu sou aqui.

Kasia Perzanowska


05 maio 2014

Testemunho final do Luís - estagiário LdV


Há vezes que gostava de ser poeta para que a minha escrita fosse a replica mais fidedigna daquilo que os meus olhos viram. Escrevo-vos de Lyon, estou de partida, mas ainda estou no Grand Parc Miribel Jonage, um parque gigante, denso e penetrante com um lago calmo e tranquilo. Recanto espiritual que não vêem nos grandes roteiros turísticos, mas que encanta pela sua vastidão e espaços verdes. Hoje, o lago esta mais azul, será do reflexo do sol, ou do brilho dos meus olhos. 

É de facto, com um brilhozinho nos olhos que me despeço de Lyon, de Franca, mas sei que será um até breve, a cidade, o país conquistaram-me pela qualidade de vida, pela amabilidade das pessoas e pelas oportunidades que oferecem. Tudo o que direi neste testemunho poderá parecer cliché, mas a verdade é que para mim esta foi uma jornada de aprendizagem, crescimento e amadurecimento. Desde a gestão de emoções à gestão do nosso budget para fazer as compras no supermercado, tudo contribuiu para o nosso processo de aprendizagem.


Não me vou alongar muito mais, porque não consigo fazer uma selecção breve dos aspectos mais positivos na vida em Lyon, desde a gastronomia, as pessoas, a história da cidade, as vistas panorâmicas que descobrimos, as pessoas estrangeiras que conhecemos, a gentileza e a amabilidade da minha família de acolhimento...e porque tudo para ser sentido terá que ser vivido, deixo-vos na dúvida e na expectativa. E lembrem-se que o vosso colega de experiência LdV devera tornar-se vosso amigo. Com a Lídia, solidificamos a nossa relação, foi um porto seguro e ajudamo-nos mutuamente, por isso, invistam nas relações humanas porque são as mais poderosas e duradoiras.

Não posso deixar de fazer uma nota muito sentida à SPIN, em particular à Sara, por todo o apoio e afecto que tornaram o sonho de viver no estrangeiro e ter uma experiência profissional internacional uma realidade, bem como, a Inter Echange (organização intermediaria e a entidade de acolhimento).

A + (a bientôt)
Luis Santos


À bientôt Lyon - testemunho da Lídia, estagiária LdV

Resumir e fazer um balanço do estágio Leonardo da Vinci e de toda a experiência em França de apenas dez semanas não é fácil. Por um lado, o tempo passou num piscar de olhos. Por outro lado, é como se estivesse lá estado muito mais tempo e cada semana equivalesse a um mês. Foi um desafio intenso!


Nos últimos dias em Lyon houve uma pergunta que se tornou frequente: estás contente por regressar a Portugal? A minha resposta não variava muito. Estava bastante contente por se estar a aproximar o dia em que regressava para casa e voltava a abraçar todas as pessoas importantes. Mas, ao mesmo tempo sentia-me triste por já ter de deixar Lyon. Como é que o tempo passou tão depressa? E agora, depois de alguns dias em Portugal, este misto de sentimentos mantém-se. Sinto-me tão feliz por estar perto de todas as pessoas que são essenciais à minha vida mas ao mesmo tempo já tenho tantas saudades de Lyon, da sua dinâmica, do movimento e do estilo de vida daquela cidade, de ouvir francês nas ruas e, claro, das pessoas que lá ficaram. As amizades que se criam e os laços que se estabelecem fora do nosso país em tão pouco tempo são fundamentais para tornar este desafio num dos melhores da nossa vida.


Como se pode adivinhar, o balanço final é muito positivo. Não hesitaria em embarcar noutra aventura deste género. Quando se parte para o estrangeiro (mesmo que por um curto período de tempo e com as questões burocráticas e práticas organizadas pelas associações portuguesa e francesa), é inevitável que essa experiência nos torne pessoas melhores, mais atentas ao multiculturalismo e à globalização e que nos torne pessoas mais fortes, determinadas e motivadas. Ir para outro país estudar, estagiar ou trabalhar assemelha-se em muito pouco em ir de férias para fora. E, na minha opinião, é muitas vezes melhor. Não é tudo perfeito nem cor de rosa mas os aspetos positivos superam em muito os menos positivos. Aprende-se a relativizar determinadas situações e a valorizar outras (o que julgo que não acontece quando estamos na nossa zona de conforto).

Depois de desfazer as malas, dar uma vista de olhos nas fotografias e oferecer alguns souvenirs, fica o dever de missão cumprida e de satisfação por ter chegado ao fim esta etapa. É com orgulho que agora aqui em Portugal vejo o site da minha entidade de estágio – um centro de investigação – a divulgar os textos que traduzi para português com o objetivo criar pontes com o mundo lusófono bem como os vídeos de apresentação dos investigadores no YouTube.


Deve-se ou não voltar aos lugares onde já fomos felizes? Não tenho a certeza quanto à resposta. Mas estou certa que quero voltar a Lyon. De preferência, quando estiver em palco o Festival Nuits Sonores (entre final de maio e início de junho) e durante a Fête des Lumières (início de dezembro). Mas claro que, por inúmeros motivos, Lyon merece uma visita demorada em qualquer altura do ano. Até breve, Lyon!

Lídia Nicolau