19 fevereiro 2015

Os meus primeiros dias de SVE na Spin

Olá! Chamo-me Carolina e sou italiana e agora faz quase duas semanas que cheguei em Lisboa para começar o meu SVE. Antes de partir sabia que ia gostar muito, como já fiquei em Portugal durante o meu Erasmus e foram meses incríveis onde tive a possibilidade de encontrar pessoas simpáticas e visitar um país maravilhoso. Agora vai ser diferente como terminei os estudos e vou fazer uma experiência de trabalho, mas na mesma quero aproveitar do que esta cidade oferece. 

Os primeiros dias no escritório foram, claro, de conhecimento e ambientação. O primeiro dia encontramos todos os novos voluntários das outras organizações, temos aprendido a historia da Spin e foram visitar o bairro onde vamos trabalhar nos próximos 9 meses, o Bairro Padre Cruz.

Tivemos a oportunidade de organizar o evento “ginjinha” onde vamos encontrar-nos com os voluntarios, os mentores e os coordinadores do projeto e vamos fazer actividades e jogos para conhecer-nos e, claro, vamos beber ginginha todos juntos. 

Na primeira semana ainda não tivemos muita responsabilidade, ainda tivemos de perceber o que é que precisamente vamos fazer e por isso tivemos duas reuniões com a Sara e a Aneta onde também foram explicadas as futuras actividades da Spin. Eu quero ter mais experiência nos projetos europeus e então comecei à ler o guia Erasmus + e o primeiro projeto da Spin. Também ajudamos em arrumar o escritório assim agora conhecemos melhor. Nos últimos dias já falamos sobre as nossas tarefas na organização do campo de feiras e do seminário.

Esta aventura apenas é começada! 

Carolina

16 fevereiro 2015

First days of EVS in Lisbon (Tom Green).


On January 24th 2015 I arrived in Lisbon to start my journey as a new EVS volunteer at Associação Spin. My project commenced properly on February 9th, but my early arrival allowed me to take some time to familiarise myself with my new surroundings before the project started. I instantly noticed the contrasts between my home country of Wales , and my new home that was now Lisbon. I had left my home in its winter state, murky skies and short cold days. Lisbon seemed so different. I didn’t feel like I had travelled only 2h30m on a short EasyJet flight from my local airport of Liverpool. I saw the bright blue skies and was instantly jolted with the nostalgic thought that summer was on the way.
Lisbon so far has been extremely welcoming. I have done many travels in the past, but the folk of Lisbon are so easy to warm to. Since my arrival I have been treated to some of the local culinary delights that Lisbon has to offer. Whether it is a little Bifana from a street cafe or perhaps some homemade Bacalhau, the city has something to offer any taste. Arriving in a new city and country made me realise what I take for granted when I’m at home, simple things like setting up a mobile phone, finding the metro station I need for work and learning the language are some of the challenges that have arisen.

The first day of my placement was a fun greeting session. We met with all the volunteers that are being coordinated by Spin at the office in Bairro Padre Cruz, on the very edge of Lisbon. It was an enjoyable day, with a full explanation of Spin´s origins, current programs and what the future holds. During the lunch hour we all sat outside and ate together in the sunshine. I have always enjoyed meeting people from all over Europe, so this was a great occasion for that. During my first few days at Spin, I was shown around the complex. This gave an insight into the different departments of the organization, from the office, the hostel and our partners. A meeting was conducted which showed us how the tasks where dictated each day, and how we are supposed to log down our progress. The first tasks included familiarising ourselves with the systems in place at Spin, also creating an email account specifically for the job. One of my first tasks was an English language check-over of a recipe book created by a former international exchange held by Spin. It was interesting to read the dishes and find out more about European tastes. I already have some tasks laid out for the coming days at Spin, including a session organized with the local community to converse in English with them. Spin is involved in some exciting projects, and it feels great to be apart of this for the next 9 months. I’m looking forward to my time in Lisbon, and the learn more about what it’s like to be apart of a NGO like Spin. Adeus!

Tom Green


13 fevereiro 2015

Oito meses maravilhosos da minha vida - o testemunho do Emilio sobre o seu SVE em Associação SPIN em Lisboa

Já estou em casa, na minha casa de Espanha mas em Lisboa deixei também outra casa, e o mais importante, outra familía.

Foi num día 5 de junho que cheguei a Lisboa, na verdade sem saber muito bem como sería o meu futuro lá. O Álvaro (um dos meus irmãos, também voluntário) estava á minha espera no aeroporto. Esse mesmo dia apresentou-me ao resto da equipa SPIN, que sería a Associação na que trabalharia esses meses. A Sara, a Aneta, a Kasia, o Enric, a Zosia e o Gonzalo, todos eles/as foram meus colegas!


Descreber que é um Serviço Voluntário Europeu é algo que só aqueles que o temos feito podemos fazer, mas também e verdade que cada experiência é uma história diferente. Há tantos voluntariados como voluntários mas todos únicos.

Eu posso falar do meu, e dividi-lo em dois. O Voluntariado professional e o pessoal (o máis íntimo, o da experiência vital).

O primeiro correu muito bem. Tive uns colegas inmelhoráveis que sempre tiveram paciência quando não conseguia fazer qualquer nova tarefa. Aprendí deles, descubrí o mundo das assoaciações e o trabalho que nelas se faz. Também o trabalho em equipa e a importância da coordenação quando se quer um trabalho bem feito. A nossa organicação trabalha muito com projetos europeus, com formações internacionais e com intercámbios. Participei de tudo isto e de outras muitas atividades em parceria com outras Associações como Ginga Brasil, instituicoes como a Junta de Freguesia de Carnide, a nossa principal parceira, e conheci muitos portugueses e portuguesas com os que partilhei as vezes trabalho e as vezes amizade.

O meu próprio voluntariado deu para namorar, para desiludir, para fazer amigos e amigas que durarão para toda a vida (o Marcos, a Lidia, a Natalia, a María, o Tiziano e a Laura, o Anteo, o Tomasso e a Erica entre outros muitos) e sobre tudo para conheçer um país e uma língua que já fazem parte de mim.


Há muitas mais coisas que poderia dizer mas prefiro guardar algo para mi. Finalmente só dizer que fui feliz, que foi uma das melhores decições da minha vida e que já tenho saudades mas agora inicio uma nova etapa que acho também será muito boa. Se alguém esta a dúvidar em fazer um SVE ou não, a minha resposta é e sempre será sim.


Beijinhos e até já Lisboa.

Emilio Martínez Conde

04 dezembro 2014

Testemunho do Álvaro sobre o seu SVE em Lisboa na Associação Spin



Se bem me lembro, a miha intenção pessoal e profissional foi sempre criar, através de palavras, gestos ou ações; uma leve vibração na mente das pessoas que seja causa, direta ou indireta, duma melhoria no seu bem-estar e felicidade.  Este foi o meu objetivo no Bairro Padre Cruz e em Carnide quando eu cheguei. Finalmente, meu EVS na Spin permitiu-me chegar até as mentes de pessoas de diferentes países.

Os que já me conhecem sabem que me tenho em muita estima e que gosto de fazer as coisas de forma diferente aos outros, é por isso que não é uma surpresa para eles que esteja a falar do que eu contribuí ao EVS e não ao contrario.  Mas a combinação foi justa, eu também levo uma armadura de recursos (não estou a falar das canetas que roubei), competências e aprendizagens que estou já a aproveitar.


No âmbito pessoal o trato também foi justo, o EVS deu-me uma família e eu contribuí com uma ovelha negra para esta família. Ainda lembro-me dos primeiros meses quando voltava de festa  de dia e os outros voluntários brincavam comigo, “Alvaro acordou na Suiça”. Muitos uniram-se a estas aventuras-não sempre fomos o melhor exemplo menin@s (ou sim, fomos)-.


Ainda tenho de pagar a dívida que há anos contraí com esta cidade, já pago-te daqui a pouco. Entre tanto fica, mais uma vez, com estas palavras:
“Lisboa é, em qualquer caso, uma cidade admirável, lenta, uma cidade que sempre está de olho em outra parte. Como uma criança que esta a mirar desde a coberta dum barco. Como alguém a segurar uma carta antes de meter a carta na caixa de correio, algo que ainda está aqui e ao mesmo tempo fica muito longe...  por alguma razão, em Lisboa, pensa-se em coisas que não fazem sentido fora de Lisboa.”

Álvaro

01 dezembro 2014

Testemunho da Bruna sobre curso de formação no Chipre

Olá a todos!
Estou muito feliz por ter participado no ERAMUS + training course "Re-Action" que decorreu entre os dias 16 e 23 de Novembro, em Larnaca, no Chipre.

"Re-Action teve a colaboração de 10 ONGs dos seguinte países: Croácia, Chipre, Republica Checa, Dinamarca, Alemanha, Itália, Noruega, Portugal, Roménia e Turquia. Neste projecto, 23 participantes juntaram-se na calorosa e bela Ilha do Chipre durante 7 dias intensos de partilha e aprendizagem sobre os temas de desenvolvimento sustentável, direitos humanos e cidadania activa. Através de diferentes actividades baseadas na educação não formal foi-nos possível analisar como estes 3 tópicos estão interligados entre si. Podem ver um resumo do projecto neste vídeo realizado pelo Neven Petrović.

Quero desde já expressar a minha gratidão: à Spin, à PlanBe, Plan it Be it, ao Graziano Tullio e a todos os participantes da “Re-Action” por esta excelente semana em que fiquei mais rica por todos os momentos de aprendizagem, partilha e por todo o amor que recebi de cada um de vós.

Bruna Pelica

27 novembro 2014

Testemunho da Mara sobre o seu SVE em Granada

Hola :)

O tempo voa, quando faço uma retrospetiva do meu percurso por terras de nuestros hermanos as memórias são muitas, foram dias felizes dias tristes, mas que no final sempre terminavam com um sorriso porque as utentes com quem trabalhamos são as primeiras que nos dão a motivação para estar aqui. Aqueles dias em que a vontade não é muita ou por algum motivo é um dia não, chegamos ao trabalho e recebemos abraços e recebemos sorrisos de pessoas que passam por mais dificuldades que nós, e assim rapidamente o nosso dia se torna num dia sim e a nossa motivação cresce e o nosso sorriso aparece.

Estes 9 meses foram uma aprendizagem sem fim, através do contacto com os voluntários que se tornam amigos e posteriormente a nossa família todos os dias é um dia diferente, aprender diariamente algo sobre outra cultura através de pequenas coisas (como por ex: a forma de cozinhar a massa, acreditem que os italianos sempre estarão de olho). Infelizmente 3 dos meus companheiros terminaram antes de mim e foi muito difícil ter de me despedir, sentir que ia deixar de ter alguns dos meus suportes na fundação e em casa, mas tive também a sorte de chegarem rapidamente mais voluntários e conseguirmos ser um grupo unido.


Vivi como voluntária experiências que não esquecerei, profissionalmente posso dizer que cresci muito, é um trabalho que não é de todo fácil não pela parte física, mas bastante cansativo relativamente ao psicológico, no entanto, a evolução de alguns utentes e o valor que nos dão é sem dúvida uma recompensa diária. Aprendi imenso com cada pessoa com quem trabalhei, as educadoras são a melhor ajuda que podemos ter, estão aqui para tudo e não são apenas colegas de trabalho como também amigas que nos acarinham e nos fazem sentir em casa.





Vou levar no coração cada pessoa, desde os antigos companheiros de casa com quem compartilhei 7 meses de momentos únicos, aos novos companheiros, às educadoras que foram as minhas bases e sempre terei um grande carinho por todas, à Fátima a nossa tutora que faz um trabalho maravilhoso e que nos apoia em todos os passos que damos, a outros membros da fundação que também estão sempre dispostos a ajudar, e por fim e o mais difícil de deixar, as utentes que apesar de serem muitas conheço cada uma delas de uma maneira diferente levo cada uma delas no meu pensamento e no meu coração, sei que vai ser complicado deixar tudo isto, por isso vou aproveitar os dias que me faltam tão bem como tenho aproveitado todos os outros. Deixarei ainda parte do meu coração nesta magnifica cidade de Granada que é uma cidade encantada, e por mais cidades que possamos conhecer neste País nenhuma tem este encanto.


Mara

12 novembro 2014

Leonardo da Vinci em Granada - Testemunho de Joana Martins

*A Vida em Granada.
Uma cidade de sonho para se viver*

Granada é a cidade que conheço que mais árvores tem. E parques. Há bancos para te sentares em todo o lado (diz que é por causa dos 45º no verão).
Hoje fui passear e cheguei ao Ecoparque. Pensava que era um parque grande, para correr e passear. Mas não. O ecoparque é um lugar enorme onde se faz reciclagem (como os nossos lugares onde os camiões descarregam o lixo para reciclar). Este lugar serve para tu, enquanto pessoa, ires descarregar a tua reciclagem. Se tiveres um restaurante, um café, um armazém chino, não precisas encher os caixotes comuns da rua com o teu lixo, vais lá directamente. Desde plástico, madeira, metal, papel, pilhas ou lâmpadas. Há uma associação que vai lá todos os dias com os meninos e usa o material, fazendo actividades. Dentro de uma sala há cadeiras feitas com restos de paletes. Há também uma horta.
O centro de Granada é pequeno e pode percorrer-se todo a pé. Tem uma parte plana e uma parte que sobe o monte. Chama-se Albaizin: Faz lembrar o Algarve interior em conjunto com Alfama. As casas são brancas e as ruas muito estreitas e em pedra. Quando se chega ao topo do monte - Sacromonte - consegue-se ver a cidade toda. É incrivelmente bonito. Se fico sem ir a Albaizín mais de 3 dias, sinto a sua falta, portanto hoje vou a Sacromonte, ver a vista da Abadia.

As ruas cheiram a erva. Boa erva parece-me. Numa parte quando se está a caminho do Sacromonte, já a sair de Albaizin central, há pessoas a viver dentro do monte. Em buracos na rocha. Grutas Hippies. É brutal. Faz mesmo lembrar os primitivos, ou quando se vê um filme e é dentro daquela gruta que existem os monstros, ou os gigantes.

O atelier onde trabalho (uma igreja) é composto por um casal jovem. Têm pouco mais de 30 anos. Vão tendo pessoas a trabalhar com eles. Neste momento somos 6 (3 portugueses, dois espanhóis e uma chinesa). Os portugueses que conheci no atelier, o Helder Jesus e a Marilisa Baptista, levaram-nos a uma das melhores experiências da minha vida. Nalgumas cuevas (os tais buracos/grutas hippies) no meio do monte, os Senegaleses à 5ª feira têm um ritual. Dançam e cantam em roda. Oferecem café durante, e comida no final. É muito especial. Cantam aos deuses, para que os ajudem a ter paz, a ser felizes.

Somos 6 cá em casa. Vivemos com 4 italianos. Queridos e doces. O Giancarlo chama-me "Maman", tem uma certa piada. O bairro “La Chana” contém várias classes sociais. Há o prédio do bairro social, o prédio classe média e a vivenda. O comércio local existe e ao sábado as ruas parecem um mercado em ponto grande. Para além disso as pessoas juntam-se no polidesportivo, enorme e com campo de futebol - enquanto eu e a Rita estamos a cozinhar, ouvimos o apito do árbitro.

O sentimento por Granada é o mesmo sentido por muitas pessoas.. Granada é mágica. Há qualquer coisa de inexplicável que paira sobre este lugar.


Joana Martins