09 março 2016

My first days as an EVS volunteer in Lisbon!

When I applied for my EVS project at Spin in Lisbon I didn’t really know what to expect.

Moving abroad without knowing the language, the people and the city is always a bit frightening and I have to admit that I was nervous before departure. As soon as I landed in Lisbon and Inês kindly picked me up at the airport all my fears disappeared. I knew I was going to be in good hands and after my first week here in this beautiful capital I have to say that I was right…

On the first night Inês took me to my new house in Anjos where I met my flatmates. The welcome has been extraordinary as I was met with joy and curiosity. The friendliness of the people in the Anjos building served as an energizer after a very tiring day spent at three different airports and after two flights. Dona Isabel, the land lady welcomed me speaking in Italian and treating me like one of the family. Now every time we meet in the building we speak in her half Italian and in my half Portuguese but we manage to understand each other very well! When you speak in the language of the heart words are not always necessary… After meeting with everybody I finally went to sleep to get the energy back for my first days at Spin.


The day after at the office I met with Inês again and we went through a lot of bureaucratic things that had to be done. Inês has been very open and enthusiastic about my ideas for some projects that I would like to develop and I appreciated it a lot. Knowing that I am part of a team that has the aim of developing projects together was definitely a good way to start my EVS at Spin! After meeting my new colleagues and Spin’s team, Maurizio, an EVS volunteer from Florence cooked pasta alla carbonara for lunch to welcome me. Fortunately I didn’t arrive unprepared because I had brought with me typical bread, cream cheese and sweets from Sardinia… As I expected nobody complained about it!


During the week end I had the chance to explore the city, its night life and its food. I must admit that this combination left me breathless. As I walked my way up to Castelo and I watched the sun going down on the river Tago I felt a strong sense of belonging to this enchanting and romantic place. Since I enjoy food and music a lot I couldn’t wait to go out for dinner in a little restaurant in Intendente where I had an exquisite Portuguese dinner and in Cais Do Sodre to listen to a very cool local jazz group.


After a busy week end full of excitement, food, museums, art exhibitions and my first and unforgettable pastel de nata, which by the way is my new addiction, I started my work as a volunteer on Monday. My first task was to go with my colleague Maurizio to interview my housemates Paola and Paolo at their places of work and take pictures of the area. Since they are developing a project that uses photography to engage the community of Carnide it was very interesting to see how people react to projects like this one. I left with the feeling that if you do projects well the community responds positively and this gave me hope for activities I would like to do in the future. It was also interesting to know more about Paolo’s and Paola’s viewpoints on the EVS volunteering programme and their feelings since I’m the newest here.

Well, I guess this is all for now and if the rest of the nine months are going to be as exciting as my first week was I think I will enjoy this experience very much…

Marco

04 março 2016

O testemunho do Diogo, voluntário SVE na Polónia

147. Dos 180 dias do meu projecto de voluntariado já passaram 147. Falta 33 dias para voltar a Portugal e os dias já me começam a saber a pouco. Já começo a sentir o tão famoso sentimento de ansiedade por querer voltar e por não querer partir. Por enquanto tenho de me ir contentando com isso e com a possibilidade de partilhar a minha experiência.  

Isto de se vir para um SVE não é coisa fácil. Não é no início quando só se pensa no que está para vir e não é agora que temos de lidar com tudo o que acontece - e ainda por cima noutro país e cultura! Mas isso faz tudo parte da tão bem dita experiência de SVE.

Por aqui, em Wroclaw (Polónia), trabalho na TRATWA, uma organização criada após umas cheias em 1997 e que retira da jangada o seu nome. Hoje já não se dedicam a catástrofes naturais mas sim a trabalhar com grupos em risco de exclusão social e tentar melhor a vida social e cultural de tantos outros, promovendo as ideias da Europa.


Foi com o objectivo de desenvolver projectos com jovens, seniores e junto da Capital Europeia da Cultura 2016 que vim para aqui. E foi isso que fiz. O trabalho nunca é certo e varia sem com as necessidades, por isso, com os mais jovens organizamos workshops (na associação e em escolas) onde promovemos ferramentas como o trabalho de equipa, pensamento crítico e sensibilização para a cultura e diferenças sociais. Com os seniores dedicamos-nos a um saboroso workshop de culinária típica portuguesa e espanhola semanal (algumas vezes polaca) e, apenas eu, a um curso de animação linguista de inglês. Depois destas actividades ainda há a mais cultural delas todas - estar inserido no grupo de voluntários estrangeiros da Capital Europeia da Cultura e poder participar em alguns dos eventos (bem com fazer trabalho mais chato como traduções).



Todo este trabalho se tem provado bastante exigente e necessita de uma equipa forte e capaz de se suportar. Felizmente aqui encontrei essa equipa com a minha compatriota Isa e "nuestra hermana" Laura. É em equipa eu enfrentamos os desafios diários do trabalho e da vida num país tão culturalmente distante do nosso. Também é em equipa que construímos a nossa vida social; felizmente Wroclaw tem muitos voluntários para onde nos virarmos e muitos sítios em redor para visitar.


Agora, a 33 dias de terminar o meu voluntariado, estou a dedicar-me a construir o meu projecto pessoal - a exibição de um festival de curtas portuguesas em Wroclaw e um pequeno concurso de curtas para os jovens da associação. Por estes próximos 25 dias, este vai ser o meu desafio, depois - antecipo - será lidar com as despedidas.

E até agora é este o resumo do meu SVE. Uma mistura semi-amarga (porque coisas más também as há!) de trabalho, viagens, risos, experiências e muito frio. 

Escrito a 27 de Fevereiro de 20016. Wroclaw.

Diogo Pereira

24 fevereiro 2016

O SVE da Ana em Reana del Rojale, em Itália


Iniciei o meu projeto SVE em Outubro de 2015. Desenvolvo o meu projeto numa associação de pais e amigos de pessoas com défice cognitivo em Reana del Rojale, Udine, Itália. Nesta associação estamos divididos em dois pisos:

  •         O primeiro, onde trabalho, é onde funciona o centro diurno (das 9:30h às 16:30h) com 18 utentes. Realizamos diversos laboratórios (feltro, fórum de cinema, cozinha, atelier do pintor, jornal semanal, autobiográfico, entre outros...) e outras atividades fora da associação em parceria com outras entidades externas, como jogos coletivos, dançoterapia, teatro e piscina.

  •          O segundo piso é um apartamento onde estão 4 utentes fora do horário de serviço do centro diurno. Aqui, procura-se potenciar a maior autonomia destas pessoas em todas as questões da vida diária, desde as atividades mais simples como fazer o jantar, às mais complexas como ir ao médico ou ao supermercado.


      No passado dia 11 de fevereiro iniciei a atividade de Laboratório Sensorial, um projeto que comecei a preparar em finais de Outubro. Esta atividade tem como objetivo trabalhar os cinco sentidos (tacto, paladar, visão, olfato e audição) de forma a promover o relaxamento dos utentes através de atividades lúdicas que os auxiliem na aprendizagem do controlo de estereotipias e gestão emocional para que possam disfrutar de uma interação social saudável. Esta atividade tem-se revelado uma agradável surpresa.




Ana Armando

20 janeiro 2016

Voluntariado fora e dentro de portas

No Bairro Padre Cruz, em Carnide, a antiga escola do rio Tejo dá agora lugar a um edifício renovado, ladeado pelas típicas casas de lusalite, onde se situa a Associação Spin para o Intercâmbio, Formação e Cooperação entre os Povos. A organização sem fins lucrativos, que tem como principal objetivo a realização de programas de mobilidade internacional para jovens, é responsável por adicionar 15 novos moradores estrangeiros, durante Novembro, ao maior bairro social da Pensínsula Ibérica.

A causa é simples. Deve-se ao “CapitALL – Connecting Capitals, Building Europe”, o projeto de voluntariado europeu, que liga duas cidades do Velho Continente no âmbito das suas comemorações de Cidades Europeias – Lisboa e Cluj-Napoca, na Roménia. A cidade portuguesa comemora este ano ter sido seleccionada Capital Europeia do Voluntariado e Cluj-Napoca comemora o título de Capital Europeia da Juventude 2015.


“Quando vou à feira da Ladra já sei dizer: muito caro! Pode ser mais barato?”, quem o diz é a voluntária romena Natalia, de 23 anos. Apesar da curta estadia por Lisboa, a jovem já consegue formular diversas palavras em português, mas confessa, entre risos, que quando pede uma bica ou um galão, o sotaque rapidamente a denuncia. Confessa-se uma apaixonada por Portugal, e não quis deixar de aproveitar esta oportunidade de viver na grande metrópole do país.
Os 2800 quilómetros que separam os dois países não foram impedimento para a realização de um projeto de voluntariado bilateral. Portugal, através da Spin, recebeu 15 jovens romenos entre os dias 5 de Novembro e 7 de Dezembro. Por sua vez, a Spin enviou 15 jovens para Cluj-Napoca, que de 19 de Outubro a 19 de Novembro, realizaram de igual forma o seu trabalho internacional.
Vlad, de 25 anos, não esconde o entusiasmo por estar a viver em Lisboa. Quando chegou à capital a primeira noite foi passada no Bairro Alto, onde o jovem pôde rever velhos amigos. “Há uns anos fiz uma road-trip e vim a Portugal, mas só conheci uma certa faceta. Agora, estou certo, de que fazer voluntariado vai mostrar-me uma nova perspectiva do país”, explica o jovem.
Durante o mês, Vlad e os companheiros levaram a cabo diversas atividades de voluntariado em várias associações e organizações por Lisboa, que incluíram o Parque Florestal de Monsanto, Casa dos Animais de Lisboa, Associação entrAjuda, Associação Conversa Amiga, e workshops sobre calçada portuguesa. O projeto incluiu ainda uma vertente mais lúdica que deu a conhecer zonas turísticas da cidade como o Bairro Alto, Galeria de Arte Urbana ou o Centro Comercial Colombo.


Paralelamente, outra vertente da iniciativa consistiu no desenvolvimento de projetos finais, que incluem três grupos que trabalharam, através de diversos métodos, como vox pop, vídeos de promoção e teatro forúm, a temática do voluntariado.
Graziano Tullio, monitor e formador do grupo romeno, coordena todas as atividades. Para o italiano de 36 anos, esta dupla valência do projeto é a sua maior mais-valia. Por um lado, os jovens dão o seu contributo pessoal pelas várias associações, ao mesmo tempo que desenvolvem projetos finais. Segundo o monitor, “é de extrema importância porque permite aos jovens refletirem sobre a experiência que estão a viver.”
Esta é, também, para a jovem voluntária Natalia a maior vantagem do projeto. “Eu já tinha feito voluntariado noutros moldes, mas não tinha definido na minha cabeça um conceito específico sobre ele. Então esta é uma forma para o descobrir e finalmente defeni-lo à luz da minha própria experiência, sem clichés.”
Para a jovem, o projeto CapitALL não representou a sua primeira vinda a Portugal, porém reconhece que só conhecia as belezas naturais e a beleza de Lisboa, mas não a vida social, que agora pôde conhecer através do contacto com as várias associações. Questionada sobre as coisas de que mais gosta na capital, a resposta é imperativa: “São as pessoas, muito calorosas e simpáticas.”
A Associação Spin, escolhida pela Câmara Municipal de Lisboa para liderar a iniciativa, tem como objectivos fundamentais o fomento do diálogo intercultural e da cooperação entre os povos, a defesa dos direitos humanos e da igualdade de oportunidades, a promoção da solidariedade e da inclusão social, o desenvolvimento de uma cidadania activa e participativa e o estímulo à formação e aprendizagem ao longo da vida.


Do bairro para o Mundo

Hospedados no Spin Hostel, paralelo à associação que lhe deu nome, durante a estadia na capital portuguesa, os jovens emergiram na realidade daquele que é o maior bairro social da Península Ibérica. A ação da SPIN ajuda a tornar o bairro mais multicultural e a combater ideias errantes e pré-concebidas, sobretudo entre os novos “moradores estrangeiros”. Ideia essa partilhada por Fábio Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Carnide, que caracteriza a ação da associação como de uma “importância ímpar”, e explica que permite trazer outras realidades para dentro do bairro.
Graziano Tullio acrescenta: “Acabámos por ter pessoas de vários sítios da Europa e do mundo no bairro, e isso cria uma dinâmica engraçada.” O monitor, que se revê como freelancer, por trabalhar com várias associações, acredita que estes jovens fazem parte do processo de transformação do bairro, e que todas estas atividades culturais que se implementaram ajudaram a valorizá-lo, e a derrotar o apelido de gueto anteriormente atribuído.


O jovem romeno Bogdan, de 26 anos, caracteriza o projeto CapitALL como interessante. “Promovemos esta parte da cidade [Bairro Padre Cruz] porque muitas vezes as pessoas a viver em Lisboa não a conhecem, e as que conhecem dizem que é perigosa, mas não me senti inseguro aqui”. Bogdan refere que há ainda um preconceito associado ao bairro, manifestado em pequenos detalhes, e confidencia um episódio. “A pizza não é entregue no bairro, disseram-nos que só o fariam na estação da polícia de lá. São detalhes que nos fazem rir”, brinca o jovem.
Por isso, uma das ações de voluntariado do projeto CapitALL deu-se no Bairro Padre Cruz, na zona das construções de alvenaria, constituída por casas com mais de 50 e 60 anos, muito degradadas e ainda com telhados de amianto.“As casas precisam de uma reconversão urgente e enquanto tal não é possivel, rua a rua vai se requalificando. E, assim, com a ajuda dos voluntários, podemos humanizar o que existe”, explica Fábio Sousa.
Entre carros de cantoneiro, pás, sacholas, baldes e luvas, a ação envolveu os voluntários romenos e portugueses do projeto, além de colaboradores das associações locais e a própria comunidade do bairro, e consistiu numa campanha de limpeza e reabilitação de quintais devolutos para serem transformados em áreas de utilização comunitária, tais como hortas, jardins, espaços de lazer e estendais comunitários.
Alexandra Barbosa, Inês Marques, Inês Brito e Joana Matos integraram o grupo de voluntários portugueses na Roménia que se juntaram à atividade de limpeza no Bairro Padre Cruz. Para as quatro jovens, do projeto ficou a amizade, memórias de uma experiência internacional e o “bichinho” de fazer voluntariado. Para estas, a aventura europeia foi numa experiência positiva, e destacam como aspeto mais marcante do projeto, a criação e produção de um evento, de nome “A casa portuguesa”.


“O evento foi um sucesso”, frisa Alexandra Barbosa, licenciada na área das Relações Internacionais, de 26 anos. Realizado no centro da cidade, no Central Park, o evento incluiu comida portuguesa, música ambiente tradicional, uma galeria de arte com as obras mais marcantes da cultura, puzzles e jogos interativos, além de vídeos sobre Portugal.
Para as duas Inês, ambas recém-licenciadas em Gestão, a experiência foi uma aprendizagem fora do contexto académico. “Apesar de não ter muito a ver com a minha área de formação, enquanto pessoa e mesmo a nível curricular, esta aventura enriqueceu-me muito”, salienta Inês Marques.
Joana Matos, mestre em Relações Internacionais, de 28 anos, revela que apesar das diferenças entre os dois países europeus sentiu que há valores partilhados. “O povo não é tao quente como o português, não são tao abertos e não há o tal sorriso”, explica. É precisamente isso que o voluntário Bougdan encontra no povo português. “Aqui as pessoas são calorosas e têm um sorriso amigável na cara”, elogia o jovem.

Voluntariado na Casa dos Animais

Na lista das organizações pelas quais os voluntários romenos passaram está a Casa dos Animais de Lisboa. Inaugurada em 2014 é o único canil/gatil municipal da cidade, e alberga atualmente cerca de 140 cães e 40 gatos. Numa tarde fria de Outono, a deslocação a Monsanto ficou a cargo de três pessoas - Alexandra, Geta e Ionut, para quem o frio de Lisboa, não é nada comparado ao da Roménia.
Para Geta, esta foi a sua atividade favorita. “Eu corria com os cães por estarem tão contentes por saírem à solta.” A jovem de 23 anos já tinha estado em Portugal envolvida noutro projeto de curta duração. “Eu só tinha a imagem turística, mas Portugal era um destino ao qual eu gostava de voltar e de viver. Por isso, um mês a viver em Lisboa era a oportunidade perfeita para mim”, revela a voluntária.

Alexandra, de 20 anos, nunca tinha estado num canil, e revela que quando voltar para a Roménia quer envolver-se com a causa animal. Para a voluntária, a oportunidade de explorar a cultura de um novo país foi irresistível, e partiu para Portugal sem saber nada sobre o país, mas pronta a aprender tudo.
Elizabete, que coordena 52 pessoas no programa de voluntariado da Casa dos Animais de Lisboa, explica que para se ser voluntário é preciso acima de tudo gostar de animais. “É o único requisito”, frisa a coordenadora. Por lá, os voluntários fazem a sociabilização dos animais e tudo o que é a garantia da melhoria do bem-estar dos bichos.
A equipa de Beta, como é carinhosamente tratada, inclui quatro jovens com necessidades educativas especiais. Rodrigo é um destes voluntários. Acompanhado por Igor Santos, voluntário há pelo menos um ano, os dois auxiliaram os jovens romenos.
Ao longo da tarde, foram passeados quase 30 cães de diferentes portes e raças. Ionut desconhece o motivo pelo qual os cães não têm nome. “Acho que é para não nos afeiçoarmos tanto, porque não é difícil criar este tipo de ligação”, explica-lhe Igor.

Sofia Barreira Pavão

08 janeiro 2016

Intercâmbio em Kobuleti: o testemunho do Tiago

Esta foi a minha primeira experiência neste tipo de programas e não podia estar mais satisfeito com o resultado.

Esta experiência enriqueceu-me a nível cultural, nunca tinha estado/conhecido nenhum cidadão dos paises envolvidos neste projecto (Portugal, Turquia, Croácia, Polónia, Arménia e Geórgia). Tive oportunidade de conhecer costumes, tradições e uma diversidade incrível de modos de vida, assim como de expor, explicar e demonstrar costumes da vida portuguesa.

O objectivo principal deste YE era ser tolerante e acho que o atingimos com sucesso. Tínhamos culturas tão distintas umas das outras que pensei por momentos ser impossível criar laços, destruir barreiras ou erradicar estereótipos mas estava enganado.

Todos nos aceitámos mutuamente e com a noção que apesar de religião, costumes ou tradições, somos todos seres humanos que partilhamos uma casa em comum, o planeta Terra. Conheci pessoas fantásticas a quem desejo tudo de bom e que consigam cumprir os seus objectivos de vida e acima de tudo, serem felizes tal e qual como são. 

Despertou em mim o desejo de neste ano 2016 aprender a falar uma nova língua, e de me cultivar ainda mais. O conhecimento não tem fim.


Posso dizer que tinha a ideia pré concebida de que neste tipo de programas criamos laços momentâneos ou amizades com a duração do projecto. Contra a minha ideia e expectativas iniciais, encontrei pessoas (de culturas diferentes, de paises diferentes e com costumes diferentes dos meus) com quem me identifiquei muito, criamos amizades verdadeiras e inclusive vamos reunir-nos este ano novamente! :)

Foi sem duvida uma experiência maravilhosa que me proporcionou não só tudo o que mencionei em cima, mas também conhecer um novo pais. 

Quero repetir, quero voltar para Kobuleti! 

Tiago

14 dezembro 2015

O testemunho do Roberto, voluntário italiano SVE em Lisboa!

Às vezes na vida você pode encontrar umas oportunidades que precisam de uma escolha. Não é sempre  fácil mas  você tem só de ouvir seus instintos e pronto! Então estou aqui, da minha pequena cidade no norte da Itália até Lisboa, a maravilhosa capital de Portugal.



Acabado de chegar, já me senti em casa, no meu fantástico “Apartamento dos Anjos”, compartilhando os espaços com rapazes e raparigas de toda a Europa; claro, não é fácil morar com mais oito pessoas, principalmente quando tenho de cozinhar ou preciso da casa do banho, mas nunca fico souzinho e, para qualquer problema, há sempre alguém para conversar um pouco enquanto se bebe um chá (ou uma cerveja, se o problema é grande).




A Associação Spin me acolheu carinhosamente com um prato de lasanha e com uma ginjinha,  excelente momento para conheçer os outros voluntários e a Associação Azimute Radical, onde eu vou trabalhar neste ano me mostrou as realidades de Carnide e do Bairro Padre Cruz, lugares diferentes do centro de Lisboa, mas que ajudam a perceber que nem tudo, na cidade, é feito para o turismo: Lisboa vive do trabalho das pessoas que moram, amam, esforçam-se para melhorar esta cidade diariamente.



E eu não posso esquecer do maravilhoso idioma que nos acompanha diariamente: o portugues! É incrível ver italianos, polacos, espanhoes conversar sobre tudo sem problema nenhum (mas o sotaque brasileiro fica sempre no meu coração).




Trabalhando, saindo com os amigos, descobrindo as muitas iniciativas culturais que a cidade oferece, esperando o iminente começo da faculdade, este primeiro mês passou rapidamente e estou cada vez mais convencido que eu fiz a escolha certa.

Roberto

01 dezembro 2015

Volunteering with animals: the experience of Valya

Hey there, I am Valya from Sofia, Bulgaria and I am volunteer in SOS Animal.  When I told my friends that I am going to Lisbon for my EVS and my work is connect with animals I received a lot of positive feedback and support. I was so excited to go to a new place that I felt it like a huge personal challenge mixed with a bit of fear. The moment I saw Lisbon from the small airplane window I knew that I made one of the best decision in my life, to apply for EVS and to be lucky to be volunteer in Lisbon.



I am a person who likes to travel, to learn about cultures, History, Geography and languages. But soon enough I understood that being volunteer may have many challenges but also good sides too. People in hosting organization and in general can have different perception about time, obligations that in the beginning it was frostrating for me, but slowly I was starting to adjust to a new way of communication, working and etc. In the beginning every one of my friends were telling me that I need to relax and enjoy (…calma, calma rapariga ...). In one moment I just hated the word “relax”, but now I am in the position of a person who is telling to the new volunteers that I met that they need to relax and enjoy the wonderful experience that they are going through.


Now I am in the middle of my EVS and looking back I can see that I experienced so many things. In the beginning I was so confuse about my working duties, but now after I got to know my colleagues better and got used to the working environment the things are getting better and better. I love the moment when I go to the veterinary hospital of SOS Animal and entering the dog’s room. I need one glance of the eyes of the animals that are waiting for me to take care of them, walking them outside, feeding, and taking care and giving each one of them a personal petting time, it just make my day better. The connection you can build with an animals is so strong and the cats are the best. They can feel immediately that you are in the hospital the moment you cross the door.

One of the best things to be a volunteer in Lisbon you can learn surfing. I got so addicted to the ocean and the salty taste that it leaves in you after you get out of the water is so refreshing and relaxing. Do not forget about the Portuguese language that is so melodic, unfortunately for me is a challenge to learn it, but with a strong wish and more practice soon it wouldn’t be an obstacle.


A couple of days ago somebody left in the Hospital of SOS Animal a book. Despise my skills in Portuguese I was manage to understand most of the poems (with a help of a Portuguese friend of course).One of the poems affected me a lot. The title of the poem is “Quem disse que esqueci o teu amor”. Without to know I felt in love with Portugal.


Valya