18 abril 2018

O testemunho do José


“Quem não viu Lisboa, não viu coisa boa”, diz um postal que está na parede da cozinha da minha casa. Certamente, o provérbio faz justiça a uma cidade pela qual ficarei ligado para sempre. 

A minha aventura na margem do rio Tejo está na reta final. Ainda que parece que escrevi ontem o meu primeiro testemunho. Talvez, ainda possa cair nas minhas mãos un livro usado pelos anos, mágico, doado por um vizinho idoso de Carnide, com um feitiço para parar os ponteiros dos relógios, e assim prolongar um pouco mais o meu voluntariado... Mas, mesmo que tenha saído de Espanha de comboio, não estou a fazer um estágio em Hogwarts... 

Na minha organização de acolhida, a Boutique da Cultura, há gente extraordinária. Cada pessoa contribui com a sua criatividade e disponibilidade para dinamizar o seu bairro.

Desde o mês de Janeiro, o ritmo de trabalho foi muito intenso para que o projeto da Livraria Solidária de Carnide fosse uma realidade duradoura e ao serviço da comunidade. Definitivamente, um novo polo de cultura e de integração comunitária.

Nós, os voluntários europeus sentimo-nos parte de uma grande equipa, com responsabilidades e com apoio para propor e desenvolver projetos próprios. É um ambiente idôneo para crescermos como pessoas, aprender, criar, assim como refletir sobre o que queremos fazer no futuro.

Entre sacos e sacos de livros, há tempo para desfrutar da cidade, assim como para conhecer gente de tudo o mundo. Mas o mais importante são as pessoas com quem convivo dia-a-dia e acompanham-me. Raparigas e rapazes que estou a estimar muito... Voluntários como a Natália, o Jacopo, a Nadia, o Sebastian... Além de outras boas pessoas que não cito pois seria uma longa lista. 


Por último, receber amigos da minha cidade, Elche, foi uma alegria. No mês de Fevereiro, gostei de mostrar Lisboa ao meu melhor amigo, quem ficou maravilhado com a cidade. E desde Março, tenho como vizinha a Renata, que chegou como voluntária.

José Carlos.

13 abril 2018

O testemunho da Cristina

Oi! O meu nome é Cristina e enquanto escrevo este testemunho estou a pensar que levo já 6 meses em Lisboa a fazer voluntário, e isso me assusta porque a vida passa muito rapidamente neste tipo de projecto, só tenho mais 3 meses e não quero que acabe.
Neste tempo eu aprendi muito sobre mim e sobre o projeto que estou a fazer, eu conheci pessoas ótimas e algumas um pouco menos, mas quando eu faça um balanço, tenho claro que as coisas boas vão pesar mais.

Quando eu estava a pensar em fazer um projeto de SVE, não tinha certeza do que tudo isso seria, e sempre há dúvidas e medos sobre se estarás sozinho, se encaixaras com pessoas de outros países, se tu te adaptar à cultura do país onde o voluntariado acontecerá.,se o seu trabalho na associação vai gostar e mais um milhão etc ... mas quando eu chegar aqui, nada a ver com tudo o que eu tinha pensado, é realmente muito bem organizado, você tem uma associação de coordenação que ajuda te e apóia  durante todo o voluntário, você tem um mentor que ajuda te a se integrar na cultura local e você tem um trabalho no qual as pessoas se importam consigo, ajuda você nas dificuldades e faz você crescer como pessoa. Pessoalmente neste voluntariado estou enfrentando muitas coisas que pensei que não seria capaz de fazer, estou satisfeita com o trabalho que faço, estou avançando com a língua portuguesa e estou a fazer muitos amigos.

Atualmente eu não teria nada de mau a dizer sobre o projeto, estou muito feliz e pretendo aproveitar os 3 meses que me resta ao máximo, e quem sabe se posso ficar nesta cidade que tantas alegrias e bons momentos estão me dando.



10 abril 2018

O testemunho da Elisabetta

“Ready to go” or “Immediate departure”: these are two of the potential sentences you can read on the description of the SVE projects. Personally, I believe they are also representatives of states of mind.
I was at a standoff in my life: I was done with the Master Degree, I got my Professional Habilitation after one year of internship and an exam of three months. I found myself unemployed for months and living in a city where I wasn’t feeling at home.
I applied to different projects during those months, but none of them as coherent to my field of studies as this one for which I am here now. Psycological, pedagogical and educational activities with children, as well as community activities with other partner associations, entities, institutions etc.
The welcoming from behalf of SPIN, the coordinating association, has been essential, even while I was still in my home country. In fact, they even found an accomodation for me, so that I didn’t even have to search for it. I feel very encouraged by the fact that other volunteers work in the association, but also in my receiving organization I feel like in a family, considering that all my collegues are older women (in the picture, cakes that a collegue baked for Easter lunch in the crèche).


Another factor that gives me security is the community integration and wellbeing promotion that are developed in the neighborhood in which these associations are. In the picture, one of the hundreds streetart works of the neighborhood. Thanks to these artists, between many other actors, the social houses were made beautiful and well-finished.


On my arrival, togheter with other voluteeres, we have been guided in a visit through the neighborhood. Beside it, it has been very interesting another guided visit, held by the president of the receiving institution. She showed us some blind sides, weaknesses, lacks and still developing projects in the area, such as the improving of living conditions inside the social houses and the relationships between different ethnies.

Spin is one of those associations who, bringing volunteers from all over Europe to such a periferical social houses quarter, thinks globally and acts locally. I had the chance to partecipate in the 10th anniversary of SPIN and other two parties with the others volunteers. This allowed me to feel part of something, beside having fun, of course!
Beyond the Easter lunch, we had a birthday party and the father’s day party in the crèche. I took part in a education workshop for parents and, as march was the month of the book, in a reading activity with partner associations.
Last, but not least, last week I started, together with the president of the receiving association and others partner associations, a training course about peace.
So much happened in my first month! I can’t wait for more!

Elisabetta

29 março 2018

O testemunho da Camilla

Já tem passado algum tempo desde que comecei o meu projeto SVE, o inverno acabou, a primavera está a começar e com ela novas aventuras, porque aqui na Spin as novidades nunca faltam. Mesmo que já conheça bem a organização, as atividades e a ‘rotina’, sempreaparecem oportunidades de aprendizagem e desafios.

O desenvolvimento do meu projeto pessoal começou há algumas semanas e está a me envolver muito: pensei em dar aulas de português aos novos voluntários utilizando assim os meus conhecimentos linguísticos adquiridos através dos meus estudos e que tenho melhorado através desta mesma experiência SVE.


O do que mais gosto desta experiência é mesmo me encontrar a fazer atividades que nuca teria pensado em fazer: video- editing, cozinhar para um evento de setenta pessoas, fazer divulgação de projetos na rua de pijama (no dia nacional do pijama!) e muito, muito mais. Mesmo que só faltem poucos meses para o final da minha experiência, sigo tendo a maravilhosa sensação do que o melhor ainda está por vir, e não vejo a hora de descubri-lo.




Camilla

16 março 2018

O testemunho do Sébastien


Olà, my name is Sébastien, I come from Montpellier in France. I arrived in Lisbon in September. I´m doing an EVS of eleven months in the association "Boutique da Cultura" an association that aims to promote culture in all its forms. 

I wanted to do an EVS to live a unique experience on the personal but also professional level.  At 26 years old, this is the last adventure I want to live before starting my career. I chose this project to have a complementary experience in the cultural field and thus be able to find a job corresponding to my expectations.
I’m very happy to be a volunteer in the Boutique da Cultura association. The projects we are doing are ambitious and of public utility. I am pleased to be able to contribute to improving access to culture. We recently opened a solidarity bookstore in the Carnide neighborhood. Project that saw the day after several months of preparation in an incredible team and in a great atmosphere.




Doing an EVS is also an adventure with other volunteers from other countries. The meetings that I have been able to do since then have enriched me and allowed me to discover other cultures through them. 



Since 6 months I had the opportunity to visit several cities in Portugal and discover the raw beauty of this country. I have the chance to do my EVS in Lisbon, a beautiful dynamic and authentic city. Through this adventure I have the opportunity to learn Portuguese and improve my English. I still have 5 months of adventure I still want to see a lot of things in Lisbon but also in Portugal, including Porto and the Algarve.                                                                 

15 março 2018

O testemunho da Carolina

Chamo-me Carolina, tenho 21 anos e, desde setembro do ano passado que vivo em Bordeaux, França, para fazer o meu SVE na Maison de l’Europe. Somos um total de 27 voluntários, 16 oriundos dos quatro cantos da Europa, e 11 franceses. 
Em julho do ano passado concluí a minha licenciatura em Ciências da Comunicação. Entrar no mercado de trabalho tão cedo nunca foi um objetivo. Na verdade, enfrentar o desconhecido, viajar, descobrir, eram sonhos por concretizar. Um dia, estava no autocarro e ouvi uma conversa entre duas senhoras acerca do voluntariado. E nesse momento deu-se o clique: Voluntariado Internacional. Era o ideal porque conciliava tudo o que sempre quis: conhecer novos locais, emergir em novas culturas, aprender novas línguas. Pesquisei e acabei por encontrar o projeto do qual agora faço parte. 
Confesso que o que mais me cativou foi, não só a diversidade cultural inerente ao mesmo, mas também o facto de representar Portugal, de ter de dar a conhecer a minha cultura e o meu país.
Trabalhar [e conviver!] com 26 pessoas tão diferentes entre si revela-se um desafio diário. Ser fiel à minha cultura, e ao mesmo tempo adaptar-me não só à cultura francesa, mas também à cultura dos meus colegas europeus nem sempre é fácil. Por vezes, aquilo que é aceitável numa cultura, não é aceitável noutra. Saber lidar e ultrapassar essas diferenças é algo que requer jogo de cintura. Mas é também uma forma de conhecermos os nossos limites e de reflexão sobre as nossas tradições. E a dinâmica do grupo é excelente. Foi muito interessante a forma como nos conectamos e passamos rapidamente a amigos. Nem sempre estamos de acordo, mas respeitamo-nos e tentamos ultrapassar as diferenças.
Relativamente ao facto de representar Portugal confesso que foi algo que me assustou. Estaria eu à altura de tal desafio? Lembro-me da minha primeira intervenção – tremia de nervosa que estava. Assim que disse que era portuguesa o entusiasmo deles foi notório. Perguntaram-me se conhecia o Ronaldo e quantas vezes por dia comemos bacalhau. Ri-me, obviamente, expliquei que comemos muito bacalhau, sim, mas que temos outros pratos. 
Dar a conhecer a minha cultura, as nossas lendas e também a língua portuguesa [até porque faço questão de lhes ensinar palavras básicas!] é algo que me dá imenso prazer e que faço com imenso gosto. Por vezes, existem barreiras linguísticas – não domino de todo o francês, mas, como boa portuguesa, desenrasco-me bem. E nunca faço as intervenções sozinha – estou sempre acompanhada por alguém de nacionalidade francesa. 
Algo que não está diretamente associado ao projeto, mas que acabou por vir como uma espécie de arrastamento foi a aprendizagem de muitas línguas. Quando aqui cheguei falava português e inglês, só. Atualmente falo francês, espanhol, um pouco de italiano e tenho-me aventurado na língua estoniana. 
Em suma: candidatar-me a este projeto revelou-se a melhor escolha da minha vida. Existem dias complicados? Sim! Saudades de casa? Sim! Mas não voltaria atrás nem por um segundo. Porque não podemos fugir de novas ideias. Nem de novos começos. Porque no final de tudo, não podemos fugir à vida.

O testemunho da Catia

O meu nome é Catia e estou a fazer o meu SVE em Itália por 10 meses. Este é o meu terceiro mês. Até agora tem sido uma experiência bastante positiva. Vivo numa cidade pequena mas acolhedora. Tenho conhecido pessoas novas e de quase toda a parte da europa, sua cultura e formas de formas de ver o mundo. 

Em relação ao meu projecto sou voluntaria na Cruz Vermelha. As actividades que fazemos é na comunidade, como o transporte de pessoas idosas para centros de dia, de pessoas com mobilidade reduzida para a fisioterapia ou casa-escola, dialise ou nas actividades do dia a dia. Além disso distribuimos alimentos para os mais carenciados, e ainda, duas vezes por semana cozinhamos na sede para todos os voluntários. 
Até agora já viajei para Milão e Roma mas quero viajar mais nos próximos meses.