16 junho 2018

Junho em creche Crescer a Cores

Como a minha colega voluntaria jà me tinha anunciado, voltar da formação A' Chegada à rotina diaria não foi facil. O SVE nem sempre è "navegar em aguas calmas", màs acho ùtil que assim não seja e que eu possa dar a minha contribuição contando a minha experiência.
E' verdade que è necessaria muita flexibilidade mental sobretudo, màs as vezes tambèm fìsica; o conselho que gostaria de dar aos que queram começar esta aventura è ler com atenção os documentos que os voluntarios recebem antes da partida, os quais podem ser um meio e ferramenta para o apoio e a clareza na relação entre assinatarios, ou seja os tutores das Organizações de envio, de coordenação e de acolhida.



Na mitade de maio tive a oportunidade de participar em uma reunião com os pais e ad educadoras. Estas oportunidades me fazem sentir parte integrante da organização. No fim de semana participei e ajudei na lògistica da festa do "Dia do Vizinho", uma festa para a melhoria da convivência num bairro desafiante como pode ser um bairro social. Aconteceu um festival de sopas em que cada predio levou a propria sopa para os vizinhos experimentarem, junto com bifanas, arroz doce, sobremesas tipicas caboverdianos, sangria e bolo. Houve tambèm cantos populares alentejanos e brincadeiras para as crianças.
Sempre no mês de maio organizamos nos locais da creche o terceiro e ùltimo encontro do roteiro "Historia por Aì" ao qual participaram tambèm pais e educadoras. Pudimos ler os nossos contos, nas nossas linguas, e ouvir as historias dos outros.



Alèm disso, acolhimos os voluntarios de uma das instituições de crèdito padrinhas da creche, os quais pintaram a fresco as paredes da creche e com os quais partilhamos um churrasco e sobremesas.
O mesmo dia alguns deles nos acompanharam junto com a minha tutora, as psicòlogas da associação e a minha colega voluntaria na operação "Bom dia vizinho". A acção consistiu em colar nas portas dos predios do bairro inteiro o logo da atividade para desejar a todos um bom dia e promover a boa convivência.
As crianças do jardim da infância do bairro ja tinham desenvolvido atividades similares, aprenderam desde logo a cumprimentar os vizinhos.



Junho serà um mês interesante por causa das festas populares de Lisboa e grande e pequenos eventos vão acontecer...

Elisabetta

12 junho 2018

O testemunho da Kateřina

Even though in the time of writing this testimony I still have two more months to go, it already makes me feel nostalgic. My experience in Spin was so far simply great. I am mentioning the word “simply” on purpose. To be honest, it is not that easy to describe my whole world here. In these 7 months, there were (and still are) unforgettable things happening almost everyday, I have experienced many things for the first time, I fell madly in love with Lisbon, I am surrounded by inspiring people which of course are making at least half of this whole experience and then Spin, our office, our team, our hostel and our neighborhood of Bairro Padre Cruz. 



Right now the biggest part of my EVS life is dedicated to my personal project. I have decided to write 2 Erasmus+ proposals with my colleague Maria, another EVS volunteer. The first one is a Youth Exchange on the topic of municipal waste which will be applied back in the Czech Republic and the second one is a Training Course about non-violent communication which will take place in Cyprus. I have to admit it is not always an enjoyable fun thing to do, we have spent many hours sitting, writing, brainstorming, being depressed, being excited and luckily being inspired as well. Even though we have written many pages already, there are many pages left. We are coming with new ideas every day, we are really trying to make it as good as possible. We really care about these two projects and we even call them our babies. :D Soo wish us luck with applying! And in 2 months, see you at my final EVS report!










07 junho 2018

O testemunho da Maria


So how is EVS life when the excitement of the beginning has passed and the sentimentality of the end still hasn’t kicked in? Pretty awesome! 

Further away from the awkwardness of the beginning, I feel that I’m part of the city, I started recognizing people in the street, I know which shop sells the most fresh fruit, I know what’s the fastest route to reach a place, I know that it’s a bad idea to take the tram 28 if you don’t want to suffocate and most importantly, I stopped identifying with the visitors of the city. 


I have seen different faces of Portugal: cities in the north,  overrated villages and underrated towns, sunny parks and cloudy beaches.  


The same goes for my volunteering in Spin. I feel comfortable to work and take initiatives, cooperate with everyone and undertake different tasks. And by different I mean very different. From choosing the participants for our international volunteering project, to publishing on social media, answering to emails, cooking for a hundred people, attend meetings in junta, promote EVS in info sessions, taking care of Spin’s hostel, experimenting with writing a youth exchange and why not… taking photos with the president of the country! 


Seeing so many different sides of a country, a city, of your work, it gives you a great feeling belonging in this reality, as if you had been doing this your whole life. It just feels right. Suddenly, what was at the borders of your comfort zone, now feels as comfortable as a couch with a blanket on a winter day! And it’s the moment when you realise that moving on after this, is way more challenging than it was to start it.
Yea… sentimentality started kicking in.




21 maio 2018

Formação “A’ chegada” em Viseu

Segunda-feira 14 de maio 2018, Largo Intendente, Lisboa, horàrio e mùsica perfeitos para o “aperitivo”.
Acabou um dia de trabalho não dos melhores que ja tive, mas não me sinto triste nem frustrada...

Ha uma semana partì para a Formação “A’ chegada” em Viseu e voltei no sàbado. Não queria escrever logo no domingo porque as emoções eram
muitas e confusas. Hoje não diminuiram, mas quero organiza-las. A minha viagem não demorou muito, ao contràrio dàs de alguns participantes que conseguiram chegar da Ilha da Madeira, e ainda antes da Georgia, ou do Algarve, as vezes sem falar muito português ou inglês, mas todos com o nosso cargo de expectativas e motivações.
Por minha conta, a minha colega espanhola na minha Associação Anfitriã, que tinha participado na Formação o mês anterior, ja me tinha avisado sobre a experiência; eu tentei controlar as minhas expectativas para não ficar desiludida. Obviamente não foi preciso, porque foram grandemente ultrapassadas. No começo podìa parecer extranho, ja que o grupo era bastante heterogenêo (dos 19 aos 30 anos de idade, da Georgia à Finlandia..), que pudessemos ganhar esse tão alto nìvel de harmonia.

Isso foi possivel confrontando-nos sobre nossas diferenças e similaridades, sobre os nossos paìses de origem, sobre o paìs que nos acolhe e as suas positividades e negatividades, e sobre aquelas dos nossos projetos pessoais.
Atè conseguimos ser independentes dos formadores durante uma manhã inteira organizando palestras e dinàmicas baseadas nas nossas competências e capacidades (dança, mùsica, comida, lìngua, ciência, esportes, costrumes...).
Tivemos momentos de reflexão e momentos muito productivos, momentos de aprendizagem e de ensino (sobre tudo simultâneos).
Pudimos explorar a cidade juntos, o seu parque com os pavões livres, o mercado de agricultores locais, os bares chiques e aqueles mais descontraidos, a gente do lugar, o teleferico, os seus grafitis...

Esta formação quase foi anulada por falta de participantes (eramos 16, a mitade do usual) mas eu estou muito agradecida que tenha acontecido. Voltei ao meu projeto com um olhar diferente.
Encontrei amigos de todas partes da Europa e mais alèm, uma rede que apoia-me na distância, peças de mim em todo Portugal, e eles tambèm deixaram partes deles em mim.
Mal posso esperar para a pròxima formação!



18 maio 2018

O testemunho da Fran

Estou a fazer um Serviço Cívico Europeu há quase um ano em Lisboa. Termino em menos de uma semana e é hora de me preparar para sair quando sinto que cheguei ontem... Lembro-me de quando cheguei, foi o começo das festas de Santo Antônio em Lisboa, o tempo estava bom, a cidade fervia e as ruas cheiravam a sardinha assada e cerveja. Imediatamente gostei da atmosfera e das cores da cidade, do pôr-do-sol dos moradouros e da sensação de celebração permanente e liberdade durante o mês de junho. Desde os primeiros dias conheci dezenas de pessoas de todos os lados e tive que me adaptar a uma mudança radical de estilo de vida, vindo de uma pequena aldeia de 60 habitantes... E passei por um dos mais belos verões da minha vida.

Na organização onde trabalhei, a SPEA, também conheci muita gente e, para minha grande satisfação, portugueses. É muito interessante conhecer pessoas de todo o mundo, o que inevitavelmente acontece quando se faz um SVE em Lisboa, mas queria conhecer a população local e, graças à minha organização, era possível. Descobri uma cultura que não conhecia, ou muito pouco, e apesar do seu lado muito calmo e muito reservado, os portugueses provaram ser pessoas muito simpáticas.

Durante as minhas missões, bastante diversas mas todas relacionadas com o estudo e a protecção das aves, tive a oportunidade de descobrir áreas do país longe de Lisboa, como a região do Parque Natural do Douro Internacional, a costa perto de Sagres ou as Ilhas Berlengas. Foi uma grande oportunidade porque apesar de Lisboa ser uma cidade muito bonita, eu precisava e queria explorar áreas mais naturais e remotas.

Juntei-me a uma associação cujos membros e missões sentirei falta assim que sair de Lisboa. Também aprendi a falar uma língua que amo e que ficarei triste em esquecer se não encontrar oportunidades para praticá-la quando voltar para a França. Não foi vencido, porque apesar de o português e o francês não serem línguas radicalmente diferentes, levei muito tempo para falar em português. Hoje passei neste curso e aprendo todos os dias um pouco mais.

Os bons dias estão voltando e o desejo de reviver um verão tão intenso quanto o ano passado está mais forte do que nunca, mas outros projetos me chamam e daqui a algumas semanas vou sair para novas aventuras. Mas uma coisa é certa, fiz bem em vir viver um ano em Lisboa e vou deixar Portugal com o desejo de voltar o mais depressa possível para explorar tudo o que ainda não tive tempo de explorar durante o meu ano neste belo país.



15 maio 2018

O testemunho da Renata


Fear, expectation, happiness and many more emotions are what invaded my body when I received the email confirming that my life was going to change a lot. Before continuing, I will introduce myself. My name is Renata, I'm 22 years old and I live in Elche, a beautiful city in Spain.

2 months ago I arrived in Lisbon to do my EVS in Crescer a Cores. There, I am in the care of 8 small babies between 4 months to 1 year. To the ones that now I call "my babies." Lisbon has made me meet incredible people from the first moment, people that probably never would have known had it not been for an experience like this. Starting from the first day for the first person I met on arrival who went to pick me up at the airport and accompany me to my new home. Then he left me in my room and introduced me to my roommate. At that time I did not know that she would become a great support for me.

At the Spin’s welcome dinner I met the other volunteers who would start this adventure with me on the same project and also the people who work and make it possible for us to be here. And in this time, I've realized that all the people who are related in any way to the Spin association are wonderful. In EVS you also have a mentor, and in addition to having your own, the interaction with other mentors is great.

In my first weeks I met people of more nationalities than in my entire life. And I started to know my new city, but to know it thoroughly, "intense tourism" I call it, visiting hospitals and seeing another face of Lisbon. But taking all the situations with humour I tell everyone that if I am going to live a year here I have to know everything EVERYTHING. It was time to really get to know Lisbon and get into its streets, its people, its cultures, and I have personally entered into its food, what a wonder! And I tell you a secret ... in Lisbon the kilos you gain are not so many because there are so many stairs and hills so you lose everything ;)

Since I arrived on March 1, it was raining non-stop for a month, but now the sun that characterizes this city is appearing and I had to go to the On arrival Training at Viseu and learn a little more about Portugal. Hilarious activities, wonderful people of different nationalities volunteering in different places of Portugal and a beautiful city like Viseu have left a great memory forever and gave meaning to the word "saudade".




I thank my friend "El Sevi" for sharing the application for this project with me one day.
I am improving my English, learning Portuguese, discovering Lisbon every day, meeting incredible people but above all knowing myself.







O testemunho do Dario

"Hi Dario, In 3 days, everything changes! The selected volunteer will not be able to join us and you were on the top of the waiting list, so you are now selected to Join Viver Telheiras' EVS Project. Congratulations!". 

With these words my EVS started. It was February 15th when I received this mail from Spin Association. I was so overwhelmed with emotions, that it took me a couple of hours to realize I had only two weeks to organize the whole trip. I arrived in Lisbon on the 1st of March after the worst plane trip of my life due to bad weather. But as after every storm the good weather returns with sunshine (though this time it’s just inside me; 4 weeks of rain are waiting for me in Lisbon). Bad weather has marked the first weeks of my EVS, but I have to say that a few sunny days were enough to fall in love with this city. In a caption of a picture I posted on Instagram I compared Lisbon to a blooming ivy that climbs lightly on its seven hills. Lisbon is hot. Despite the rain it immediately speaks to you. Like all cities, it’s lively: it spies on you from the half-open windows, it greets you through the eyes of passersby, it invites you to get lost in every corner.

I started working two weeks after my arrival. Maybe it was better this way. In the two free weeks I had the opportunity to explore the city, settle in, meet many people outside and inside the association. At work I met my tutor, Luis. He is a 31-year-old who turned out to be more than just a business colleague. He introduced me to the local partners of Telheiras (the neighborhood where I work) and he presented me the projects that the association carries out and to which I could join. 
It's only been a month since my arrival, but I feel like I'm already part of a solid team. I like my job; the week is marked by administrative work in the office and practical activities such as the “refood project” (to avoid food waste inside the big supermarket chains) and the “plastic project” (to reduce pollution and to educate citizens about separate recycling). In the meantime, the preparations for the famous Telheiras festival have begun. It takes place from the 11th to the 19th of May, and it will be an honor to participate.



I know that this is only the beginning of my adventure, but I consider myself very fortunate to have chosen this EVS. For now, I would say that’s all, but I’m sure that many surprises and opportunities are waiting for me in this adventure.