11 outubro 2018

Youth Exchange "Thinking outside the box" - Testimony of Sara

          The Youth Exchange "Thinking Outside the Box" took place from 17 to 24th of September in Bánk, Hungary. The project aimed to bring 40 young people together in an intercultural environment where they developed their basic skills on tolerance, acceptance of diversity and learned how to fight against stereotypes and prejudices.


          You can read more about the experience that Spin's team had in the following testimony, written by one of the Portuguese participants, Sara: 

"Between 17-24.09.2018 a group of 5 Portuguese people got together to participate in the youth exchange 'Thinking outside the box' in Bánk, Hungary. The program also involved Greek, Italian, Portuguese, French, Romanian and Hungarian young people who were together responsible for the implementation of some very creative activities on the topic of stereotypes, prejudices, acceptance, values etc. 


Most of the activities were organized by the national teams and were consisting of many break-the-ice games, teambuilding games, workshops, DIY presentations, performances, etc.


We got to know each other, present the best of our culture and share it with the others, be together as one family and share personal and touching experiences, get a lot of fun around the places and in the local community, enjoy the sun near the lake, create a musical moment near the fireplace at night, that was magical and unforgettable.



At the end of the program, we also had the opportunity to prepare a flash-mob that was shown in Budapest city center and we had a blast! It was a huge success!"







04 outubro 2018

O testemunho da Natalia


I still remember the 1st day of my EVS and I cannot believe that it is over. First weeks in Bola p’ra frente were not easy since kids were testing  me and my patience almost every day. None of them knew where is Poland and they didn’t understand the reasons we don’t speak the same language. 


In my last day I knew that things went well, I have received so many hugs and all smiles meant more than a thousand words.  I was lucky since I spend the year in the organization with people full of passion not only to street football but to all activities they do in their daily work schedule.


During one year many people have asked me: Why did you decide to do it? The main idea was to help others. I wanted to do dedicate my time to the organization that is focused on helping young people without equal opportunities.
I did it also for myself… this year gave me the opportunity to break new ground in my life. It was a huge lesson of patience, humility, flexibility and non-formal education. Not always easy, not always calm but always challenging and who does not like challenges? 


This year gave me the chance to take part in amazing projects, initiatives and social activities which are necessary to introduce in every community. I have learned a lot about minorities and the challenges they need to face in daily life.

It was a year full of positive vibes, trips to many amazing places in Portugal and new challenges. Moreover it was great opportunity to meet people from all over the world and I know that some friendships will last for many years.



Even though everyday it is possible to discover something new while walking every day in Lisbon I don’t feel anymore as a tourist, I feel like at home.

Is there something I regret? Yes, I regret I couldn’t stay longer in Bola p’ra frente. 

Without any doubt I can recommend EVS experience to everybody regardless the age (if you are before 30 ;p) and life experience. Don’t be afraid, you never know when and where you will find new passion, love or the idea for life.

                                      

24 setembro 2018

O testemunho da Magda

Olá! Eu sou Magda da Polônia, sou um novo voluntário no Spin. Agora, eu não falo português (só um pouco), mas eu prometo, vai mudar em breve :)


I arrived to Lisbon right in the middle of the Live it Lisbon project. I am sure I was as scared as excited. Just few hours after my flight I was already helping the hostel team with their work. I immediately soaked into the bubble of international projects and I am extremely happy I will not leave it in the next 8 months, if not more :).

 
My first few days were full of unique and very random tasks, new faces every single day, exploring and getting lost in the working area, neighborhood and Lisbon. It’s been almost a month now, and so far there were not a 2 days of similar work. Preparing a presentation in Portuguese? Delivering an Eurodesk info session? Convincing young students to join European Solidarity Corps? These were just a few of my recent tasks.


Of course, EVS is not only about the work. Lisbon is a very vibrant city and everyone can find something interesting, even if you are not a party animal. I’ve already supported Portuguese National Football Team in the game against Italy, I’ve seen every corner of Sao Jorge castle, I’ve climbed millions stairs, I’ve seen Lisbon from a lot of miradoures, I’ve eaten several types of Portuguese sweets and of course bacalhau!


I am looking forward for the upcoming months and I am very curious what this country and project has prepared for me. With my arms wide open I am ready for the next challenge!

20 setembro 2018

O testemunho da Maria


You cannot possibly fit an experience of 9 months in a few lines. It’s equally frustrating as packing and trying to fit everything in a luggage. And all the moments, the feelings, the discussions, the dilemmas, the jokes, the frustrations, the breakfasts and dinners, the trips, the coffees, everything lies scattered in the room with you sitting in the middle numb but so blessed for all that you’ve had.


EVS has been a learning process and most importantly a trip of self discovery and awareness that started way before my first day in Spin. It started the moment I decided to quit my job and find a project. I learned to be open to the unknown, not to be afraid to risk, to be ready for good and bad experiences and deal with whatever i find on my way.


Then, away from home, friends, family and everything that my reality comprised, I learned to listen and question everything that so far had been unquestionably true and correct. Away from everything that had so far defined me I was given the opportunity to redefine myself and explore new realities. And on the way, I found a new home, a new family, new friends and a better version of myself.


So when such an experience comes to an end, you don’t really have another choice. You pack everything in your heart and you take it with you- along with a ridiculously heavy luggage- to your new beginning. 


13 setembro 2018

O testemunho do Dario

Eu não gostaria de fazer o clássico discurso romântico de final de experiência cheio de agradecimentos, mas vazío de significado. Claro, vou agradecer, mas só mais tarde. Primeiro, queria dizer-vos o que esta experiência realmente foi para mim, mesmo que ainda não tenha acabado.

Ser voluntário não é uma coisa assim tão fácil. Não me refiro, nesse sentido, ao fato de morar em outro país, com outra língua e novas pessoas. Estas, pelo contrário, podem ser até mais motivações para lidar com esses tipos de experiências. Pelo contrário, refiro-me essencialmente ao papel do voluntário em si. Mesmo que aqueles que decidem fazer esse tipo de experiência já comecem com a vontade de encarar o desafío, temos sempre que lidar com o projeto real. É claro que, não fazendo parte dum contexto de trabalho formal, o voluntário não tem uma atividade fix(ics)a, mas, pelo contrário, as atividades mudam de dia a dia. Neste sentido, a dificuldade está em encontrar um papel, um pontos de referência, para tentar encaixar num esquema, com a consciência de que própria influência dependerá apenas de si mesmo. Neste sentido, cada um é quem decide se ser ativo ou passivo, se vai participar constantemente ou ocasionalmente. Não sendo mesmo um verdadeiro emprego, muitas vezes faz-se o erro de não sentir a necessidade de fazer o máximo, e admito que eu também às vezes senti esse sentimento, mas quando percebi que o principal destinatário dos meus esforços era eu mesmo, compreendi que ser voluntário é um trabalho feito para os outros, onde è o próprio voluntário o que mais ganha.


Nesse sentido, devo dizer que eu tive muita sorte. O contexto associativo em que me encontrei não foi o tradicional. No sentido de que não havia apenas uma associação para realizar as atividades internas, aqui há muitas realidades, cada uma delas especializada no seu setor. Gostaria de agradecer ao Luis, que como excelente coordenador da parceria, deixou-me a liberdade de escolher em qual projeto me envolver.

Por isso gostaria de agradecer ao Manuel com quem trabalhei no projeto creativo e de formação sobre a poluição du plástico. Foi a primeira vez que me vi a trabalhar ao mesmo tempo com crianças e idosos, devo dizer que foi uma emoção única ver e tocar a curiosidade e a energia das crianças ligar-se com a sabedoria e bondade das idosos. O projeto terminou com uma esplêndida exposição artística durante o festival: ver as pessoas apreciarem o trabalho feito com muito empenho e dedicação por parte de todos realmente animou-me.

A Ana foi um ótimo ponto de referência. Estivemos a  organizar um projeto conjunto, que infelizmente tivemos que interromper. E’ com ela que muitas vezes me encontrei a desabafar em alguns momentos difíceis. Obrigado por ser útil e compreensiva, foste muito uma grande ajuda.


Com a Maria João, eu toquei talvez a parte mais divertida, e ao mesmo tempo desafiadora, entre todas as atividades. Nascidos por acaso, os dois jantares vegetarianos, uma com workshop, foram um sucesso. Por isso, gostaria de agradecer à Maria João por me dar a oportunidade não só de deixar as pessoas conhecerem um pouco da minha cultura, mas de me darem a conhecer diretamente a muitas pessoas em Telheiras.
Então gostaria de agradecer a todas as pessoas que trabalham com o refood, especialmente a Susana e a Paula, que oje nao esta, as duas senhoras com quem estivemos a recolher alimentos no continente às sextas-feiras. Nem precisa dizer que honra  foi realizar esta atividade, tão simples, mas realmente fundamental para o bom funcionamento das empresas. Este foi certamente o projeto eticamente e moralmente com maior impacto que espero continue a servir em outros contextos semelhantes. Thanks!
Finalmente tenho que agradecer ao Luis, que agora é amigo antes do que tutor. Com ele além do trabalho de escritório clássico, trabalhei, ou melhor, apoiei a organização do festival. Eu aprendi que organizar um evento como esse não é fácil, porque de fora ele não parece, mas quando de dentro, entende-se quanto trabalho há a fazer. Devo dizer que o Luis foi impecável, como de fato em todo o meu projeto. Apesar de um período cheio de compromissos, não apenas para o trabalho, mas também na vida privada, ele estava sempre disponível. Sempre pronto para me encontrar em qualquer necessidade e sempre tentando me envolver em todas as atividades. Digamos que desde aquela entrevista via Skype para as seleções já faz um tempo, agora posso dizer que encontrei um grande amigo. Muita sorte para a sua esposa Clara e para o que está prestes a chegar e para o futuro deles. Vocês serão uma família maravilhosa.


Um agradecimento geral a toda a parceria local de telheiras, a todas as pessoas com quem também entrei para um poquinho contacto, àqueles que me deram um sorriso mesmo sem saber quem era, àqueles que tiveram paciencia com o meu portugês, àqueles que me deram o seu carinho.

Obrigado, senti-me em casa!
Eu sempre vou guardar uma boa lembrança de vocês.
Um abraço, Dario.
obrigado

12 setembro 2018

O testemunho do José

Há quase um ano que cheguei a Lisboa, por tanto o meu SVE está a acabar… ainda que isso não significa que volte para a Espanha…
O Serviço de Voluntariado Europeu foi um desafio que mudou a minha vida. Ter a oportunidade de trabalhar numa associação cultural, com projetos de diferente natureza, me permitiu desenvolver novas habilidades e ideias. O componente humano foi muito importante no desenvolvimento do voluntariado, graças ao inestimável trabalho de orientação que fizeram o meu tutor e o presidente da associação. Mas no dia-a-dia, o trabalho, junto a voluntários de diversas idades e procedências, foi uma aprendizagem e uma vivência extraordinária. A destacar: o Sebastien, voluntário europeu da França que chegou na mesma altura que eu; a Márcia, a Celeste, e o Tiago. 

Desenvolver um novo projeto desde zero contribuiu para que a experiência fosse completa e abrisse novas vias de futuro. Os próximos 9 meses continuarei a trabalhar no mesmo projecto, a Livraria Solidária de Carnide, como estagiário do IEFP.
O acolhimento que teve a Livraria entre os outros voluntários europeus da SPIN foi muito positivo. Desde Maio nós temos reunido na Livraria para partilhar histórias no clube de leitura que a Camilla, voluntária italiana da SPIN, me ajudou à promover. 
Mas o programa Erasmus+ envolve toda a tua vida. O SVE permite conhecer pessoas novas, das quais com alguns farás como uma pequena família ou sereis amigos depois do voluntariado, quer em Portugal quer nos seus paises de origem. Também há muita diversão e festas... mas principalmente durante o SVE poderás viajar e conhecer outra cultura. Durante os ultimos meses visitei Porto, Évora, Sintra, Peniche e a ilha de Berlengas, entre outros lugares. Eu tenho visto que Portugal tem um patrimônio muito rico e que alguns lugares destacam pela sua singularidade.


O dia 2 de Julho foi o meu 29 aniversário, e as pessoas que mais estimo organizaram uma festa surpresa muito engraçada na Casa Anjos. Num quarto, adornado com balões e grinaldas, os meus amigos aguardavam, cautelosamente, a minha chegada com dois bolos, presentes e muito vinho. Será difícil esquecer aquela noite... 


Em conclusão, o SVE significa compartilhar e conviver na diversidade, além de viver cada momento com muita intensidade... De modo que podem acontecer muitas coisas, e a maioria boas. 

José Carlos. 

28 agosto 2018

O testemunho do Nicolò

"Well ... how did I get here?" the Talking Heads sang in Once in a Lifetime, and it's basically how I felt lately, my life has changed so quickly that I did not even have time to think.
Hi, I’m Nico, 27 years old, from a really small town in northern Italy, I consider myself mainly a musician even though I have had many different jobs in my life cause unfortunately music does not pay bills. 


After a 1-year volunteering program in Mozambique i returned to Italy and immediately realized that something was wrong, something was missing and the time only confirmed the need to change and live again that feeling of confusion that accompanies living unknown situations. Lisbon immediately seemed a good choice, I already knew Portuguese and after having lived 26 years in the countryside in Italy plus 1 year in a small village in Africa my desire was to experience life in a European city so within a couple of weeks I chose an EVS project, took part in the interview and after a while I was traveling to Lisbon.
This happened 2 months and a half ago (as usual I’m late) and since the first days i immediately fell in love with this city, a really multi-cultural environment, music, art, lot of concerts and events… I practically found everything I was looking for when I applied for the EVS
The theme and the direction of the project in which I participate with Spin is very similar to the one in which I participated in Mozambique, in that case I was in a school, here in a library in Bairro Padre Cruz, a working-class neighbourhood really far from the centre of Lisbon, the main part consist in a lot of cultural activities with children and maintenance of shared computers.


I spent the first month, as expected, trying to find my role in the library, understand the city and struggling with the Lisbon accent but as time pass everything started to stabilize a bit, in July the summer activities with the children began so every Tuesday I have to organize a music-related activity like dance games or how to built rudimental musical instruments, in the meantime, with the staff, we started to plan a free basic digital literacy course for the people living in the bairro which will most likely take place in October, this will give me the opportunity to stay in contact with the community even more!
So, after these two months, I feel very lucky to have an opportunity like this. Hope for the best in the future with new and exciting projects!