28 abril 2017

O testemunho da Paola

Recomeçar. Era esta a palavra que me empurrou de fazer a aplicação para o EVS. E é a mesma palavra que levo comigo agora que ele acabou. Depois 7 meses “intensos”, sobretudo sob o perfil emocional.  O EVS é uma experiência muito estranha, muito pessoal, em negativo e em positivo, e talvez acontecem coisas que podem fazer mudar as coisas em un destino ou em un outro.  Alguns vivem o EVS como uma festa todos os dias, outros como período de reflexão, outros como oportunidade para apreender coisas novas e visitar lugares novos, ainda outros descrobem lados escondidos de se mesmos, e ainda outros encontram o amor…depois tanto tempo.


Nos últimos 7 meses, desenvolvei o meu projeto em Lisboa, uma cidade que tem muitas caras e almas: ficam muitas pessoas de diferentes culturas e nacionalidades, mas também entre os portuguêses mesmo há muitas diferenças. Lisboa é uma cidade que parece acolher todos, mas na verdade põe sempre um pouco de distância com quem não é de cá.

Todos te acolhem sempre bem, mas depois em alguma maneira, sentes  sempre que tu és o estrangeiro, ou pelo menos eu senti-me assim. Não é fácil integrar-se em esta cultura que no inicio pareceu assim semelhante  à  minha; se calhar precisa-se de mais tempo, de mais paciência, mais vontade de aquelo que se pensa. 


Este projeto, desenvolvido pela Junta De Freguesia de Carnide, cheio de boas pessoas, dou-me a oportunidade de focar-me sobre o assunto que amo mais: o desporto. Foi difícil envolver os clubes e as associações desportivas em  um projeto de promoção e divulgação das suas actividades, um pouco porque não é facil mudar algumas maneiras de trabalhar, e se calhar porque todos gostam de fazer as coisas com muita, muita calma! Consegui mesmo de dar ao meu projeto un nome “Carnide é Desporto”, que espero pode crescer também depois de mim. Acho fortemente que o desporto é um portador de valores e boas práticas.

Já tinha visitado esta cidade três anos atras, mas viver aqui é diferente. Imediatamente apareceram os primeiros problemas: procurar uma casa aqui em Lisboa não é fácil. Se calhar no momento máximo de desespero, por algum milagre houve alguém que me procurou: Zé, a minha mãe portuguesa. Não podi encontrar casa melhor, pessoa melhor. Ela ensinou-me muitas coisas: a lingua portuguesa, que há sempre tempo para un café, gostar da comida portuguesa, que se pode dormir só 4 horas e viver mesmo, e que sou mais velha eu dentro que ela! Ela permitiu-me de fazer parte da sua família, de conhecer muito da sua cultura. Ela dou-me o bolo de aniversário mais lindo de toda a minha vida, e tenho certeza que quando quero voltar em Lisboa, vou ter sempre alguém que me espera com os braços abertos. Tereria querido deixar-lhe mais sorrisos.


Acho que uma outra atapa de este meu percurso foi o meu training arrival em Braga. Alì conheci 3 pessoas que tornaram minhas amigas: Ida, Bea, e Katia. As minhas Braganinjas. Sem de elas nada seria estado o mesmo. Sem os nossos jantares vegetarianos nada seria estado o mesmo. Cada um de ela assim diferente, assim fondamental. Espero de voltar a ser a pessoa que era em Braga, mais solar, mais sorridente. Devo isso a cada um de elas que me consularem e ouviram nos momentos de lágrimas.

Começei  isto meu percurso sem saber uma palavra de portuguêse, e a salvar-me, para tudo este tempo, e também depois que o aprendi, houve  a Maria. Ela foi um presente. Enfrentar a Junta sozinha seria estado diferente, ela foi a minha metade, no bem e no mal. Ela diz frequentemente que me gritou muito, mas eu digo que me salvou muitas vezes. Sempre me senti compreendita da ela, condividimos muitas histórias dos nossos passados, do presente, e espero que vai ser assim também no futuro. Posso dizer-lhe só obrigada, eu sei que ela percebiu uma parte muita profunda de mim.


Obrigada a quem me acolheu e ouviu: a Sara, a Inês, e a Aneta (obrigada para todo o portuguêse que me ensinaste). Tereria querido fazer mais. Obrigada também à Roberta que sempre conseguiu de dar- me um sorriso, e que esperou comigo tantas vezes o autocarro para ir às aulas de portuguêse no Bairro mais lindo de todos: Padre Cruz. Uma galeria de arte a céu aberto. Estão ligados a este Bairro os momentos mais feliz que vivi em Lisboa.

Apesar do fato que tereria querido que esta experiência fosse mais fluida, apreendi muitas coisas o mesmo. Apreendi que sou mais paciente de que eu pensava, que talvez as pessoas dizem que querem ver tudo de ti, mas depois fogem sem ver nada. Apreendi que se pode amar alguém muito, embora se o conheçemos muito pouco. Apreendi que não podemos amar alguém se há paredes. Apreendi que as vezes as pessoas fazem promessas que não mantêm, mas eu continuo sempre a manter as minhas. Quero continuar a acreditar nas palavras, e nunca no silêncio.


Vou embora desde esta cidade, consciente que talvez tomamos decisões que temos de tomar. Vou embora consciente que de vez em quando vou voltar porque aqui estão pessoas que me vão acolher sempre com un sorriso. Deixo aqui um pedaço do meu coração, o se calhar todo.

Paola Amore

05 abril 2017

O testemunho da Marysia

Muitas pessoas pensam que EVS, e programas Erasmus em geral, é muita festa, muita bebedeira e... pouco mais. Claramente muito depende da pessoa.  Mas no meu caso e no caso de muitas outras pessoas que conheci, é totalmente diferente. Do meu ponto de vista a experiência EVS pode ser formadora ou até terapêutica. É um constante trabalho consigo mesmo.


O mais importante é o encontro com outra cultura. Como nos ensinaram na formação “On arrival”, encontramo-nos com várias manifestações culturais do outro país. Uns podemos saborear mesmo como turistas, como a comida, a música, a arquitectura, a  arte. Outros, não são tão visíveis. Porquê é que os portugueses são tão simpáticos no primeiro encontro? É fácil ou difícil fazer amizades com eles? Porquê quando agendo encontro com alguém há só 50% chance que vai acontecer na data prevista? Cada EVS diariamente passa pelo este treino de leitura do contexto cultural diferente do seu. É interessante, é emocionante, mas muitas vezes é frustrante. Quando não compreendemos as reacções ou pensamos que as nossas eram inadequadas. Este encontro põe muitas coisas na perspectiva. Também o próprio voluntário. Porque muitas das vezes é a primeira vez desde há muito tempo quando temos de actuar num contexto socialmente diferente daquele a qual estamos habituados, encontrar-nos com pessoas com diferentes histórias de vida, diferentes percursos profissionais.


Estes encontros (e as vezes desencontros) são fortes estímulos para perguntar si mesmo: quem sou, porque me comporto deste modo, porque isto me agrada e aquilo não, quais são as situações em que sinto me fora da minha zona de conforto. É uma verdadeira oportunidade de auto-descobrimento. A mais importante viagem da tua juventude.


Obrigada a todos que me ajudam continuar esta viagem. Obrigada aos que estão longe (família e amigos) e aos que estão pertinho (novos amigos, outros voluntários, a Spin - a Inês e a Aneta , o meu coordenador Eduardo e toda a equipa da Junta de Freguesia de Carnide que aceitou-nos - a mim, a Roberta e a Paola - sem prejuízo e com muita e boa vontade).  É bom saber que podemos sempre contar convosco

Marysia

O testemunho da Flavia


      
          Flavia

O testemunho do Paolo

Hello everybody!
I'm usually quite good at using words to tell stories, but when it comes to my EVS with Spin in Lisbon, I have to confess that words hardly come out, so I decided to get some help from pictures. 

First of all: Ginjinha! A welcome drink that you can't forget, where some of your most important friendships start. Sour Cherry in the city centre, and you have to introduce yourself to a community. It is so much fun and I still join to welcome the newbies whenever I can :)

On Arrival Training, in Braga: it is where you have the chance to meet many volunteers working in other projects across Portugal, and share experiences and knowledge with them. A good chance to practice languages, but also human interaction, cultural awareness, tolerance, respect and positive vibes!

Some people say Italians do it better... Well, I'm not sure it's true, at least when it comes to learning foreign languages: I've thought Italian for 3 months and my lovely Portuguese students actually did pretty well! And it was super fun!

Another super interesting experience: the Photovoice Lab. With Paola, another volunteer and friend from Italy (a psychologist especially focused on community involvement), we created a space dedicated to the inhabitants of Carnide, where issues regarding their community were discussed and addressed through photography.

A lot of thoughts, emotions and needs were shared freely and processedin an amazing team work. I'll never forget those moments. We created an exhibition at the end of the work, but all the steps that led us there remain the most precious to me.

Then another challenge came: World Theatre Day. That's when I started a research about a Portuguese playwright, António Torrado. With theatrical companies and a community-based amateur group we realized a pièce dedicated to Mr. Torrado: he seemed to enjoy pretty much the show!

Yes, that was me, and yes, I looked like my mum when she was 30 and she straightened her hair. I managed to bring more queerness into EVS, by performing and discussing about LGBTQ issues whenever I had the chance to do so. All the people from SPIN have been really supportive all the time and I felt completely free to express myself, so Inês gave me the nickname Favolosa ("fabulous", adj. sing. fem.) that all the others kept using to refer to me. Ya GIRLZ!

Last, but not the least, we participated to a Street Art Festival featuring artists from all over the world, and it was beautiful to see the neighbourhood "Bairro Padre Cruz" become colourful and lively, as if it was falling under a sort of good spell. FYI: after a nine-month-long EVS, I found a job in Lisbon and decided to stay. It is one of the chances you have. At the end of the day, one of the purposes of the EU is to make you feel citizen of the whole continent, so I decided to take my chance to keep living abroad and it is a very exciting challenge. In case you decide to do EVS, I wish you tons of good experiences and beautiful friends!

Fabulously,
P.

29 março 2017

What about the First days in Italy? O testemunho da Olga

Well, let's say they were intensive!

The first hours were a mess! We arrived at Ciampino and we had to take lots of transports to arrive here! Are you imagining me changing the luggage between the transports? Well, let's say that my arms are stronger now :p But everything was fine, just tiring! The funny thing was the people! We didn't find many people who were able to speak in English and some of them gave us wrong information but they were so helpful that I thought "I like Italian people"! So, first challenge surpassed!
Now that we arrived we could meet the people from the project and the others EVS. How they would be? Would they be nice? Could I communicate well with them? Hum... Our first evening here was quite good! Of course we were tired, but everybody was nice with us! We had dinner in our new house with these new people and I felt that maybe I could find here a family for next months. Or were they just trying to impress us? I am joking, I believe they are good-heart people :)
After to have rest a little bit, it was the time to wake up for the reality and think" I am in Italy and I am going to live here next months so... maybe I should buy food"! But, instead of worrying about these details, we decided to go to the beach! It is so good to be surrounded by people who like to live! I felt comfortable but I know that I am that kind of person who needs time to lose shyness... We had fun a lot playing football and doing a movie. And we also started to learn about the area! The moments on the beach were relaxing and a good way to start our journey!


And Massa Lubrense? We had time to explore a little bit of the village and I found my favourite flowers! I felt so happy! This should mean something! And of course, a place near from sea and mountain is always an amazing place to live! This reminds me home... And the dogs? They are so cute here! I think I could add more and and and, but... Well, maybe I shouldn't let my mother read this!...
These were just the first hours here and I am really curious about next days... Let's see what kind of surprises Area Marina Protetta Punta Campanella has for us...

Ciao!
Olga - Portugal

Querem ver a vista do meu quarto?

Já passaram duas semanas desde que aterrei em Roma! Não comentemos a viagem para chegar até
Massa Lubrense… Cheguei! Querem ver a vista do meu quarto?



Pois é, Massa Lubrense e os seus limões (sim, debaixo daquelas coberturas verdes estão limoeiros, aqui produz-se Limoncello), o Mediterrâneo, Nápoles e uma pontinha do Vesúvio lá muito ao fundo..

E que tal esta fotografia que o Filipe tirou?
Pois é, foi aqui que nos levaram no primeiro dia do nosso EVS aqui em Itália! Spiaggia di Tordigliano! Os próximos 9 meses serão passados a trabalhar na área marinha protegida Punta Campanella! Como podem ver, será um aborrecimento estar rodeada por esta paisagem tão… Fica difícil ser irónica ;)
Estes primeiros dias têm sido intensos! Um país novo, uma língua nova, uma famiglia nova, todo um mundo novo de aventuras... Este início caracteriza-se pela fase de aprendizagem: aprender a língua italiana, conhecer o parque marinho através de trilhas, aprofundar os conhecimentos da biologia marinha e aumentar as capacidades físicas através do desporto. Querem ver mais uma fotografia? Prometo que é a última!


Andar de caiaque no Mediterrâneo não fazia parte dos meus planos até há bem pouco tempo! E fiquei surpreendida comigo própria! Ainda bem que me lancei neste desafio! 
Que mais posso eu dizer? Para já está tudo a correr muito bem e este primeiro impacto está a ser muito positivo! Daqui para a frente é que o trabalho vai começar mais a sério e eu estou ansiosa para meter as mãos na massa!
Ciao!



Olga

28 março 2017

O testemunho do Roberto

Já passaram oito meses desde o meu projeto sve acabou e eu deixei
Lisboa; oito meses são pouco tempo, mas parece que já passou um século. Ainda está viva a lembrança da minha vida portuguesa, e ainda fica comigo todo o que eu aprendi durante o meu ano como voluntário Sve.


Se eu deveria fazer um brain storming de tudo o que  levei comigo em Itália, ficaria com uma mistura de emoções confusas e fortes.


Não devemos olhar para trás usando a racionalidade, mas escoutando as nossas emoções: o que eu sinto é uma saudade incrível, que me permite de avaliar o meu ano em Lisboa como positivo e formativo.


Agradeço todos o que me permitiram de viver a minha esperiença ao 100% e de encontrar uma casa longe da minha casa; e agradeço também a associação Spin para ter me acompanhado com constância e dedicação durante todo o meu percurso.
Vocês são os melhores


Roberto