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02 julho 2019

O Testemunho da Cláudia


A decisão de mudar o rumo da minha vida começou com este SVE na Grécia, as indecisões e o medo de arriscar desta vez não venceram e agora posso afirmar, com toda a certeza, que está a ser uma das melhores experiências da minha vida.


 “Sustainable Synergies” é o 
nome do meu projecto na Nea Guinea, organização que promove um estilo de vida sustentável sobretudo através da Permacultura, as atividades são muitas no entanto a minha principal tarefa tem sido a manutenção do nosso Jardim dos vegetais, como aqui chamam á horta.
Inicialmente estive também a dar apoio aos convidados da organização que vieram de várias partes do mundo e que estiveram hospedados na mesma casa que eu, ajudei nas refeições, compras de supermercado ao mesmo tempo que ia aprendendo com todas as conversas que circulavam á minha volta.

Sim, tenho aprendido muito principalmente num registo informal, sobre permacultura e sobre a cultura grega, e por isso sinto que as minhas expectativas estão a ser completamente cumprimidas.
A casa e terreno da minha organização ficam apenas a 1hora de distancia de Atenas onde tenho passado alguns fins de semanas e onde também já fiz boas amizades. Estar tão próxima de uma cidade com tanta história como Atenas é particularmente gratificante para mim tendo em conta o meu background em Arquitectura.

Entre as tarefas da minha organização tenho tido tempo para outras pequenas viagens, já visitei a ilha de Andros, Sonion e o seu templo de Poseidon, cidade de Nafplios e pode ser que ainda tenha tempo de visitar mais alguns sitios até ao final do meu SVE, mas num país tão bonito torna-se um sério desafio decidir qual o próximo destino.
Em Junho o ciclo anual de permacultura da nossa escola terminou e a minha coordenadora propos-me fazer uma colaboração com outros projetos de uma associação parceira na Ilha de Lesvos. Não pensei duas vezes!

Nas ilha de Lesvos tive a oportunidade de colaborar noutro projeto de permacultura, na recuperação de uma pequena aldeia nas montanhas, conhecer e ajudar numa escola para crianças e jovens refugiados (One Happy Family) e ir ao maior campo de refugiados da Europa, Moria. Foi pouco mais do que uma semana mas muito intensa de onde levo muitos contactos, amizades e lições para a vida.
Esta aventura já está quase a terminar, infelizmente, mas uma coisa tenho a certeza, daqui já levo muitos frutos e com eles sementes que pretendo plantar e criar um novo jardim noutro lugar.

Thank you EVS, Ευχαριστώ την Ελλάδα!
(Obrigado SVE, Obrigada Grécia!)

Cláudia
Nea Makri, Grécia

04 março 2016

O testemunho do Diogo, voluntário SVE na Polónia

147. Dos 180 dias do meu projecto de voluntariado já passaram 147. Falta 33 dias para voltar a Portugal e os dias já me começam a saber a pouco. Já começo a sentir o tão famoso sentimento de ansiedade por querer voltar e por não querer partir. Por enquanto tenho de me ir contentando com isso e com a possibilidade de partilhar a minha experiência.  

Isto de se vir para um SVE não é coisa fácil. Não é no início quando só se pensa no que está para vir e não é agora que temos de lidar com tudo o que acontece - e ainda por cima noutro país e cultura! Mas isso faz tudo parte da tão bem dita experiência de SVE.

Por aqui, em Wroclaw (Polónia), trabalho na TRATWA, uma organização criada após umas cheias em 1997 e que retira da jangada o seu nome. Hoje já não se dedicam a catástrofes naturais mas sim a trabalhar com grupos em risco de exclusão social e tentar melhor a vida social e cultural de tantos outros, promovendo as ideias da Europa.


Foi com o objectivo de desenvolver projectos com jovens, seniores e junto da Capital Europeia da Cultura 2016 que vim para aqui. E foi isso que fiz. O trabalho nunca é certo e varia sem com as necessidades, por isso, com os mais jovens organizamos workshops (na associação e em escolas) onde promovemos ferramentas como o trabalho de equipa, pensamento crítico e sensibilização para a cultura e diferenças sociais. Com os seniores dedicamos-nos a um saboroso workshop de culinária típica portuguesa e espanhola semanal (algumas vezes polaca) e, apenas eu, a um curso de animação linguista de inglês. Depois destas actividades ainda há a mais cultural delas todas - estar inserido no grupo de voluntários estrangeiros da Capital Europeia da Cultura e poder participar em alguns dos eventos (bem com fazer trabalho mais chato como traduções).



Todo este trabalho se tem provado bastante exigente e necessita de uma equipa forte e capaz de se suportar. Felizmente aqui encontrei essa equipa com a minha compatriota Isa e "nuestra hermana" Laura. É em equipa eu enfrentamos os desafios diários do trabalho e da vida num país tão culturalmente distante do nosso. Também é em equipa que construímos a nossa vida social; felizmente Wroclaw tem muitos voluntários para onde nos virarmos e muitos sítios em redor para visitar.


Agora, a 33 dias de terminar o meu voluntariado, estou a dedicar-me a construir o meu projecto pessoal - a exibição de um festival de curtas portuguesas em Wroclaw e um pequeno concurso de curtas para os jovens da associação. Por estes próximos 25 dias, este vai ser o meu desafio, depois - antecipo - será lidar com as despedidas.

E até agora é este o resumo do meu SVE. Uma mistura semi-amarga (porque coisas más também as há!) de trabalho, viagens, risos, experiências e muito frio. 

Escrito a 27 de Fevereiro de 20016. Wroclaw.

Diogo Pereira

17 novembro 2015

Começando meu nova vida em Lisboa!

Ciao to everybody!                                                               

My name is Maurizio, I come from Florence, and I am the new EVS volunteer in Spin. I came to Lisboa two weeks ago, and while I am writing this it feels like I am already here since long time.


This Lisbon thing wasn’t really just “a bed of roses” before of my arrival; I have been feeling more and more anxious about this new adventure: the idea of moving abroad for a long period of time, and plus in a almost completely unknown country, was unexpectedly scaring. Was I doing the right thing? Where will this adventure lead myself? Will it be a success or a failure? This is a complete jump into the unknown, beautiful and scary at the same time. But, as I read somewhere, “sometimes you have to get lost first before to find yourself”. 


A not so sunny Lisbon in my first day here

The first days here were really intense, since I never been to Lisbon before and I didn’t know anyone here: so I had to go out of my comfort zone, and start exploring a new city, a new language, a new culture. In the first days I just met my new flatmates (Italians, Spanish, Polish and Belgian, feels like an Erasmus again): talking to them helped me to understand a little bit more what this experience is going to be. During my first two free days I  explored around Anjos (my neighborhood), getting lost a dozens of times, but I have also discovered the many beauties of Lisboa: I lost myself in the charming tiny streets of Alfama, I chilled in the sun close to the Belem tower, I wondered in the magical Sintra woods.

Trying (unsuccessfully) to speak Portuguese with a local.
On the first wednesday me and Agata (the other EVS volunteer starting in November with me) finally had our first day at work, as well as a welcome dinner with other volunteers, where I have tasted for the first time an original Portuguese bacalau. 


That's me attacking bacalau
We have met Inès, Aneta, and the other volunteers here, we talked for a while about what we will do here, what are our expectations about this experience, and Spin rules and schedules. I had also my first Portuguese lessons, figuring out that it's not that different from Italian, but also that speaking it will be not so easy: so far I can't go too much beyond atè ja and obrigado, but I am working on it. And, last but not least, on my first friday I had a giginha night with other volunteers: I already realizing that it will become a close friend in the following weeks.

And now so here I am, a new lisboeito (is that correct?).

Atè ja, and write to you soon!

Maurizio