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12 julho 2021

O testemunho da Giulia: Growing Together (ESC - Jobs)

Olá!

​​Já me devem conhecer, este é o meu sexto testemunho no blog da Spin! 
Infelizmente nos primeiros meses deste ano, estivemos em confinamento devido a pandemia e tivemos que adaptar o nosso trabalho tal como fizemos no ano passado. 
Apesar disto, recebemos 10 novos voluntários CES coordenados e acolhidos pela Spin em Fevereiro (Mikk ), Março (Elsa e Henri), Abril (Ana, Albert, Isabel, Mari e Emma) e Maio (Julia e Miriam). 




Dado que não conseguimos recomeçar com a nossa tradicional Ginjinha, decidimos adaptar os nossos encontros com os voluntários CES e organizámos os "Cafés Spin" para e com os nossos voluntários CES. Durante os cafés, pudemos estar juntos e conhecermos melhor através de atividades não formais. 


Com o desconfinamento conseguimos voltar às atividades "normais" e às reuniões presenciais no nosso escritório! 
Também com a ajuda da nossa voluntária Ana, temos organizado, no jardim do Torel, uma aula de Português onde jogamos ao "Europe quiz", jogo de tabuleiro criado pela associação Rosto Solidário. 



Por último, na semana passada  organizámos um Café Spin edição especial - jantar intercultural! Com os nossos voluntários que conseguiram participar partilhamos pratos típicos das nossas culturas e depois do jantar ficámos a dormir no Hostel da Spin que foi reaberto ao público depois de quase dois anos. Foi uma noite especial e fico feliz que os nossos voluntários CES apreciaram também 😊



17 dezembro 2020

Testemunho final Giulia: Growing Together (ESC - Traineeship)

Here we go again!




Desta vez estou a escrever da minha terra, Sicilia. Vim passar o Natal com a minha família e possivelmente amigos, apesar de termos muitas restrições aqui por causa do Coronavírus.
O meu estágio IEFP e projeto do corpo europeu de solidariedade - estágio, acabou no fim de Novembro e felizmente estou ainda a continuar a trabalhar na Spin, agora como trabalhadora - técnica de Inclusão Júnior!  

Fiquei agradecida com a oportunidade dada pela associação Spin para continuar o meu percurso e trabalho que comecei em março. 
Em Outubro, Novembro, Dezembro recebemos na Spin mais voluntários CES e tivemos que dizer adeus a outros voluntários e amigos :(


Agora sinto-me mais confiante e integrada no mundo CES, percebendo o que significa também estar do outro lado como técnica e coordenadora.


Estou ansiosa e curiosa em acompanhar o grupo dos novos voluntários começando das seleções até o fim do projeto na esperança que tudo corra pelo melhor e que desfrutem da oportunidade de participar nos projetos CES!



22 outubro 2020

O testemunho da Marta (SPEA)

 

It is incredible that a year has passed by since the time I first landed in Lisbon. Many memories come from back then.

I know that I have done many things during my ESC, and still, I feel there is so much more of Lisbon, and Portugal, to see. I have been lucky enough to travel around Portugal with my friends, visiting Ruta Vicentina, the coast of Algarve, seeing beautiful sunsets holding a cold beer in Evoramonte, Reguengos de Monsaraz, Lagos, Portimão,... walking around the streets of Porto drinking wine, eating francesinha and enjoying the spectacular traditional food that Fernando and his wife cooked for us. But I cannot lie, I have cried too saying goodbye to those friends who made my ESC so special. Because this experience is not just about being abroad, it's also about the friendships you build and how you keep them.




 

One year already... For my surprise, Portugal made me fall in love with it, the sunsets, the food, the people, the beaches, and way more. In SPEA I have learnt so much, not only about birds and conservation, but also about how to be a professional, be patient and not to be way too perfectionist, handle my stress and grow as a person. They gave me the chance to create, organize and carry out my first activity in environmental education for children, a big step in my career. This last month was full of work. First in Douro Internacional following the power lines as in every season, then the Birdwatching Festival in Sagres following the migration of birds, and right after that, next day I was in Faro, doing fieldwork on Ilhas Barreira with the marine department. This time I ringed birds, trapped mice, counted cats on the island during the night (waking up at 04:30), looked for catprints on the sand, removed "chorão" (an invasive plant), counted seagulls and having the greatest time with the crew swimming in October after finishing a day of hard work. But during the days we camped on the island we weren't alone, senhor Alves, a fisherman who lives on Ilha Deserta, cooked for us fish and meat in his ember, everything was delicious. Part of the highlight during this trip was making new friends and having long and deep talks meanwhile eating breakfast beholding the sunrise.


Now this experience has come to an end, even though I don't have to say goodbye to my friends here because I will stay longer, I have to part from SPEA, where they treated me in the best way, and this will be very hard for me...

 



I would never trade the year that I've been here for nothing in the world.

 

08 outubro 2020

O testemunho do Pedro (Open Mind em Shipka (Bulgaria))

 

Textos ou imagens não são suficientes para descrever o que vivi durante este ano na Bulgária, mas aqui vai o melhor resumo que posso dar.
O meu projecto é em Shipka, Bulgária, que passou a ser chamada de Shipka Paradise (Paraíso) por nós, voluntários. Foi realmente como viver num paraíso com este projecto, mas há que se trazer boa energia e fazer com que o paraíso aconteça.
Nestes 12 meses que passaram (Setembro 2019 até Setembro 2020) aprendi muito, mas não o que se aprende na escola/faculdade. Vivi em comunidade, com voluntários maravilhosos e com a coordenadora do projecto e a sua filha, cães, gatos, outros mamíferos, galinhas, muitos insectos, répteis, bactérias, etc. na mesma casa. Entre voluntários criámos uma família maravilhosa, em que partilhar é espontâneo, distribui-se responsabilidades, coopera-se, pensa-se nos valores ou objectivos da comunidade antes dos valores individuais, integra-se em vez de se segregar, etc.





Aproximei-me do estilo de vida Zero Waste (Desperdício Zero). Rejeitar palhinhas, sacos de plástico, embalagens, comprar avulso, etc. Produzir os meus próprios produtos: pasta de dentes, detergentes, shampoo, esponjas para lavar pratos, etc. Repensar, adaptar, improvisar com o que se tem.
Com tudo isto aprendi mais sobre como viver em comunidade, cuidar da horta, viver uma vida mais sustentável, no sentido da Permacultura e da Sociocracia, que são das coisas que me cativam mais na vida.
Abre também espaço para experimentar coisas novas e fazer o que realmente se gosta, sem receio de se ser julgado. Tentar comunicar com poucos conhecimentos na língua, fazer crochet, tricotar, fazer macramé, fazer kombucha, viajar à boleia, trabalhar com terra argilosa para fazer construções, fazer actividades com crianças, fazer pão e queijo, etc.


No fim de tudo, Bulgária é a minha segunda casa. Deste ano e deste país, guardarei no meu coração e na minha memória muito boas gentes, boas situações, lindas paisagens, excelentes comidas, lindas montanhas e florestas para explorar, etc.






28 julho 2020

Testemunho Giulia No. 1: Growing Together (ESC - Traineeship)

 

Olá!

 Aqui é a Giulia, ex voluntaria CES da Spin e desde março estagiária na Associação Spin. Nos últimos meses do meu projeto do corpo europeu de solidariedade (voluntariado individual), candidatei-me para um estágio profissional na Spin para a posição de técnico/a de inclusão.
Neste momento estou a participar no projeto "Growing Together" ao abrigo do Corpo Europeu de Solidariedade - Estágios.

Comecei em março, que infelizmente coincidiu com a chegada da pandemia. Não escondo a dificuldade e a ansiedade que isto trouxe em começar numa altura tão anormal. de todas as formas os meus colegas foram sempre de suporte e sinto que posso sempre contar na ajuda deles!


Além disso, na Spin já tínhamos tido experiência de teletrabalho pontual, o que ajudou muito na gestão das tarefas e do tempo trabalhando em casa. Sendo que não nos podíamos encontrar presencialmente, decidimos fazer reuniões semanais às segundas com os voluntários. Tal como todo o mundo até maio as reuniões foram online, onde descobri diferente plataformas graças às partilhas com a equipa, como Jitsi/Zoom/Google Meet. Depois decidimos encontrarmos no Jardim do Torel!

Nesta semana, tive a oportunidade de participar na primeira sessão do curso de formação online “Jump into inclusion” organizado pela Agência Nacional. Foi uma alternativa interessante para conhecer os trabalhadores em organizações e para aprender a ganhar mais confiança nas atividades não formais online. 

 


Também, na próxima semana vou organizar pela primeira vez um dia de boas vindas de novos voluntários CES coordenados pela Spin autonomamente. Sinto que devagarinho, mesmo no meio de uma pandemia, estou a crescer e aprender mais, esperando que a partir do outono a situação volte ao normal e a próxima ronda de voluntários do Solidarity L​X​ tenham mais oportunidades de ter uma experiência CES com menos restrições d​e​vidas ao coronavírus.

 

Abraços!

Giulia

31 março 2020

O testemunho de João (The Ambassadors of European and Olympic Values)


Sete meses e uma pandemia

O que é o Serviço de Voluntariado Europeu?
O Serviço de Voluntariado Europeu (European Voluntary Service –EVS), agora conhecido oficialmente como Corpo Europeu de Solidariedade (European Solidarity Corps – ESC) é parte do programa European Youth Initiative Erasmus +, que permite a jovens entre os 17 e os 30 anos viajar para e da Europa entre 2 semanas e 12 meses para fazer serviço de voluntariado. O programa apresente diversos tipos de projeto, pelo que facilmente encontrarás um que encaixe nas tuas preferências e habilidades. A educação superior ou a experiência não são fatores requeridos, sendo necessária apenas a tua motivação! Para além do mais, todos os custos são cobertos paela Comissão Europeia – a viagem de ida e volta para o país de acolhimento, visa (caso necessites), despesas diárias e ainda “dinheiro de bolso” (para fazeres gastos supérfluos que assim entendas). É sem dúvida uma oportunidade única de teres uma nova experiência num outro país, numa outra cultura, viajando e conhecendo imensas pessoas com diferentes backgrounds. E tudo isto sem qualquer custo associado!


O meu projeto
Quanto ao que o meu projeto em específico diz respeito, penso ter tido a sorte de encontrar um dos melhores projetos do programa ESC. Durante estes últimos 7 meses conheci muitos outros jovens inseridos igualmente no programa ESC e posso garantir que nenhum deles está a realizar um projeto tão diverso e interessante como este.


“The Ambassadors of European and Olympic Values” é um projeto de voluntariado de 12 meses levado a cabo pela “Mainson de l’Europe Bordeaux-Aquitaine” (MEBA) em colaboração com o “Comité Départemental Olympique et Sportif” (CDOS) em Bordéus, França. O projeto é constituído por 24 voluntários, sendo 10 deles franceses (a realizar “service civique”, um programa de voluntariado interno) e 14 europeus oriundos de 9 países diferentes (România, Espanha, Portugal, Chipre, Sérvia, Alemanha, Itália, Finlândia e Geórgia) sendo eu o único português. O grupo divide-se na maioria das intervenções em subgrupos de 3, apelidados de “trinomes” (constituídos idealmente por 2 europeus e 1 francês), e cada “trinome” tem um plano de atividades diferente ao longo do ano. No então a principal missão é comum, e trata-se de promover e partilhar os valores europeus, bem como uma vida saudável e desportiva, tudo isto através de educação não formal. A principal atividade passa por trabalhar em diferentes escolas, com públicos extremamente diversos (background, idade, etc.), apresentando o nosso país, a Europa e o olimpismo, realizando para isso atividades práticas que promovam esse tipo de aprendizagem. Com tudo, o projeto apresenta um conjunto vasto de atividades diversas que complementam o projeto, desde “Café Linguistique” (onde dirigimos uma mesa onde se fala o nosso idioma, português no meu caso), preparação e apoio logístico em eventos desportivos, emissões de rádio, edição e captação de imagens e vídeo, noites culturais, etc. Isto faz com que seja impossível não veres abordados tópicos pelos quais tenhas interesse, bem como fornece um dinamismo único ao projeto como um todo.


Ao fim de 7 meses posso garantir-vos que o projeto vos fornece com toda a certeza uma panóplia de habilidades para que se conheçam melhor, aprendam, desenvolvam e expandam a vossa zona de conforto, bem como estejam aptos a partilhar esta aprendizagem com terceiros e a contribuir igualmente para o seu desenvolvimento.

França
Outro aspeto positive do projeto é o facto de ser levado a cabo em França. França é um dos países mais cosmopolitas do mundo, e isso sente-se no dia a dia. O francês é uma língua, pessoalmente falando, extremamente interessante, já para não falar da sua utilidade dentro do espaço europeu. Poder estar imerso nesta realidade é não só um prazer presente como uma oportunidade futura. Bordéus, especificamente falando, é das melhores cidades em França para se levar a cabo um projeto como este. Mais segura do que a maioria das cidades francesas, Bordéus não tem a dimensão (exagerada, a meu ver) de Paris, mas é grande o suficiente para que não sintam a falta de nada por um único momento. Uma arquitetura invejável, espaços verdes lindíssimos, um rio que é imagem de marca, uma universidade conceituada que dá uma roupagem jovem à cidade, cafés, bares, vida noturna, praia e locais preciosos a apenas 1 hora de distância. Para além do mais, está servida por um sistema de transportes excelente que vos permite estar em qualquer ponto de França num abrir e fechar de olhos (para que tenham uma ideia, por 20 euros apanham o TGV para Paris – a quase 600 km de distância - que demora… 2 horas!).  O único senão que poderão eventualmente encarar é o custo de vida, uma vez que em Bordéus os preços são um pouco elevados. Contudo, o dinheiro que nos é disponibilizado mensalmente é, no meu caso, mais que suficiente para fazer face às despesas diárias. Na verdade, tenho ainda poupado bastante, o que me tem permitido viajado imenso e descoberto não só França, como um pouco da Europa.

Quanto ao idioma, a experiência vai muito depender da vivência pessoal de cada um. Para que se tenha uma experiência completa no projeto, conseguir comunicar em francês é recomendável. Foi, aliás, este o maior desafio que encontrei. Contudo, a participação no projeto não é colocada em causa pela falta deste conhecimento, uma vez que trabalhamos sempre com um elemento francês que pode fazer a tradução. Para além do mais é fornecido um apoio incrível para aprendizagem da língua, desde a plataforma online da comissão europeia até ao fornecimento de aulas privadas por parte de voluntários franceses. Contudo, por sermos um grupo grande de voluntários que comunica entre si em inglês, a aprendizagem tem sido um pouco mais demorada. Em projetos onde há apenas 2 ou 3 voluntários, esse tempo é mais reduzido.
Experiências
Para além da aprendizagem consequente da parte formal do projeto, muito tenho vivido e aprendido com tudo o que faz parte da experiência de viver sozinho. Sendo o horário de 30 horas semanais (sendo que na maioria das semanas se trabalha ainda menos), muito tempo livre sobra para todas as outras atividades que pretendemos realizar. Pessoalmente, o desporto, a cozinha, o convívio e as viagens têm constituído o núcleo principal do meu crescimento neste projeto. Se tivesse de escolher a melhor componente deste projeto, sem dúvida que apontaria o grupo de voluntários que se formou. Somos 14 europeus a residir no mesmo local que, partilhando tudo o que há para partilhar, acabaram por criar uma verdadeira família. Isso ajudou-me, sem dúvida alguma, a superar as adversidades que poderia sentir na minha primeira experiência a viver longe de casa. Pese embora as saudades que sinto de Portugal, a verdade é que hoje estas pessoas me fazem igualmente falta. Desde as experiências diárias às viagens juntos, é sem dúvida as amizades que aqui fiz que me fazem deprimir sempre que penso no término do projeto.


Oportunidades depois do projeto

Com mais de metade do projeto realizado, o pensamento do que será o próximo ano é inevitável. Tem sido, honestamente, o mais difícil de gerir. As saudades de algo que ainda não terminou são já inevitáveis, e o pensar num futuro sem esta gente ao meu lado é assustador. Contudo, sei que independentemente do que aconteça, sou hoje um ser humano mais completo e preparado para enfrentar novos desafios, e espero poder partilhar toda esta aprendizagem e conhecimento adquirido com os próximos parceiros de viagem.
Corona: um azar dos diabos
França está atualmente numa situação delicada, como de resto estão a maioria dos países por esta Europa fora, incluindo Portugal. O projeto foi temporariamente cancelado e metade dos voluntários regressou a casa, enquanto a outra metade preferiu ficar de quarentena na residência. Pessoalmente optei por esta segunda opção, não só por saber que seria mais fácil de enfrentar tempos de “enclausuramento”, mas também por não querer expor-me a mim e aos meus familiares aos perigos que uma mudança como esta acarretaria agora. Passadas duas semanas, não me arrependo nada da minha decisão: pese embora o azar de enfrentar uma situação como esta num período em que os planos eram imensos, a verdade é que enquanto grupo encontrámos formas de passar um bom tempo juntos, com sessões diárias de cinema, cozinha, estudo, jogos, etc.

Esperando que a situação retome à normalidade o mais rapidamente possível, de preferência sem danos de maior, deixo-vos aqui algumas razões que penso deverem considerar para realizar um projeto dos Corpos de Solidariedade Europeu:
·         Experiência de viver sozinho num país estrangeiro: o nosso país, com a nossa família e os nossos amigos de sempre por perto, rodeados pela nossa língua e a nossa cultura, é, por razões óbvias, a nossa zona de conforto. Viver numa realidade totalmente distinta ajudar-vos-á a desenvolver habilidades essenciais para o vosso futuro pessoal e profissional;
·         Conhecer pessoas novas: o ESC é uma oportunidade única de viver num ambiente multicultural, com pessoas totalmente distintas, oriundas que realidades também elas totalmente diferentes, que vos fará aprender, crescer e certamente criar laços de amizade que guardarão para o resto da vida;
·         Aprender um novo idioma: a melhor forma de aprender uma língua estrangeira é viver num país onde essa língua é a oficial. Adquirir conhecimentos da língua do país de acolhimento é um dos principais objetivos dos projetos ESC, e terão nestes projetos acesso a ferramentas e oportunidades que dificilmente encontrarão noutra situação;
·         Desenvolver novas habilidades: há milhares de projetos ESC e estou certo de que facilmente encontrarão um que se ajuste da melhor maneira aos vossos interesses pessoais e profissionais.
·         Sentimento de utilidade social: o objetivo dos projetos ESC é não só contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional dos voluntários que neles participam, mas também ajudar ao desenvolvimento das comunidades onde estes se inserem. Poder fazer parte deste contributo social deve deixar qualquer voluntário orgulhoso.
·         Descoberta pessoal: o tempo disponível que temos no nosso dia-a-dia, bem como as parcas ferramentas ao nosso dispor, não nos permitem conhecer verdadeiramente quem somos, as nossas potencialidades, qualidades e limitações. Este é sem dúvida o espaço para o fazer, não só por nos proporcionar o tempo e os meios necessários, mas também por nos dar a oportunidade de tentar, falhar e corrigir, algo nem sempre possível no contexto em que estamos inseridos.
·         Participação totalmente gratuita: poder usufruir de toda esta experiência de uma forma totalmente gratuita é uma oportunidade que certamente não voltarão a ter, e que torna os projetos ESC verdadeiramente multiculturais e democráticos.
·         ESC é um projeto inesquecível – uma experiência que marcará as vossas vidas!



16 março 2020

O testemunho de Angel No. 2 ((Boutique da Cultura)


People say that 6 months pass fast, almost flying, but to be honest, for me this months have been a lot of time and good moments, I'd say that I remember every single day that I have passed here because everyday is different, in feelings, in experiences, in attitude, so they let us know a little bit of ourselves and from the others.


I have liked a lot all this time that I've passed here, because this time has been usefull to learn about tons of things. I've had the opportunity to learn Portuguese to the point that if I need to go out, I don't need to speak English anymore. I've learnt from the local people and how they are from my experience in the volunteering, by my bosses, colleges and the people we are in contact with, they way to be and to act, with me and with the others. Specially, I've learnt a lot from my boss because he's a deep person and I think we share a lot of values. One of the best moments that I can get here is to talk with him because I know that everytalk will be interesting because we both are deep even if we normaly look stupidly funny or like prankers.


My experience with other volunteers has been also really nice. When you're out of your house, you don't know how will it be, but here I feel like we have formed a family beetwen us, with a close relation with most of us. Everyone is different, so that's perfect for learning by each other. I know that if someone needs funny moments, we'll have them, and also relax or support moments. I really like the group we've formed.


In general, I feel like this is gonna finish soon, but I still have to pass a lot of good, sad, beautiful or melancholics moments, because life is like this, but I'm open and ready for them, because this was one of my aims here, to know more about the life, about the people, about feelings, to know more about me.



03 março 2020

O Testemunho da Maria No. 2 (Boutique da Cultura)


Hi there again! María, from Spain, volunteer at Boutique da Cultura. This is my second testimony after 6 months, time flies blabla...! Things have changed a lot for the better during this period. Living abroad to me is always like this, sometimes things go very smoothly, sometimes you start wondering why the hell are you here and what is your purpose in life. Luckily, if you are patient enough, you may find your path again. Or not. I did at least this time.



Part of the process of being a volunteer is getting to know the place where you work and try to find the place where you can help them best so you feel useful (which makes you feel happy and connected with people). After the first three months I got to know Boutique’s family enough to understand their needs and feel that I could be needed in a more audiovisual area, so I have started helping a lot with my knowledge in photography and video editing. 


Right know Ángel and me are involved in many different audiovisual projects that will help Boutique to reach a bigger audience, to spread the amazing work they do and connect with the community. This projects are not only useful for them, but also serves me as a way to get to know better the people that work here and having the chance to talk with them individually, which you dont usually have the chance for in a regular day.



Attached to this text you may find a series of photos I took during the opening of a new space curated by Boutique da Cultura: Oficina Local, a public space focused on the recycling of materials and the formation of the community with creative workshops. Also you can find me, drinking Porto. Saúde!